ZTOP+ZUMO

Prefeitura de SP quer Classmate PCs nas suas escolas em 36 meses

classmate_PMSP_01

Hoje (23/10) a Prefeitura do Município de São Paulo, representada pelo diretor-presidente da Prodam e secretário adjunto de modernização, gestão e desburocratrização João Octaviano Machado Neto (à direita), recebeu um prêmio de inclusão digital. São 31 Classmate PCs para uso em um projeto de capacitação de professores e teste de novas ferramentas de ensino com o objetivo de trazer a estratégia de “um computador por aluno” para as escolas do município dentro dos próximos 36 meses.

Esse prêmio — batizado de Prêmio Iberoamericano de Cidades Digitais — é dado pela AHCIET (Associação Iberoamericana de Centros de Pesquisa e Empresas de Telecomunicações), uma instituição privada sem fins lucrativos que engloba mais de 50 empresas operadoras de telecomunicação e TI da América Latina, Caribe e Espanha que procuram identificar e contemplar boas práticas de governos locais que visam melhorar a vida de suas comunidades por meio de iniciativas de inclusão digital. Das cinco categorias existentes, a Prodam ganhou a de e-inclusão.

classmate_PMSP_02

Para oficializar essa premiação, esteve presente na cerimônia John Davies (à esquerda na foto) presidente mundial das iniciativas de World Ahead da Intel que está de passagem pelo País para cumprir uma diversificada agenda (incluindo reuniões em Brasília realizadas ontem) e que esteve hoje por São Paulo. O modelo que será fornecido é o mais avançado do tipo Tablet equipado com tela rebatível e sensível ao toque e acelerômetro embutido. Notamos que os exemplares apresentados à Machado já estavam como o Windows 7 instalado, o que me faz imaginar o que essas maquininhas serão capazes de fazer com o novo suporte de comandos de toque do Windows 7.

classmate_PMSP_octavianoLogo após a assinatura dos documentos que formalizaram a premiação, Machado explicou que esses equipamentos serão instalados numa sala de aulas experimental na sua unidade na rua Pedro de Toledo que contará com “o estado da arte” em termos de tecnologia como lousas eletrônicas e coisas do tipo. Ela será usada para capacitar professores que serão os agentes multiplicadores nas escolas do município como os CEUS, EMEFS e EMEIS que já estão todas interligadas por meio de redes MPLS. O andamento desse projeto poderá ser acompanhado por meio de um site mantido pela Prodam.

Quando perguntado se o projeto de São Paulo é o mesmo do Rio de Janeiro, Machado esclareceu que o projeto do Rio é que é similar ao nosso, mas tudo que é bom tem que ser copiado mesmo.

Outro assunto muito interessante levantado pelo secretário adjunto é que existe a preocupação de que quando um aluno da prefeitura receber seu computador, que ele também disponha de algum meio de acessar à internet de sua casa, permitindo assim que esse benefício possa ser expandido para sua família e depois até para a comunidade ao seu redor. Atualmente a prefeitura desenvolve um programa de disponibilização de pontos de acesso público, que começou pelo Centro Cultural de São Paulo e que irá aos poucos ser expandindo para as bibliotecas e parques do munício. Nesse último caso, o parque do Ibirapuera pode ser o primeiro a ser acesso à rede sem fio. Quando perguntei qual seria a melhor solução para viabilizar esse acesso para os alunos em suas casas, Machado disse que ele não acredita numa solução única e sim numa “cesta de soluções” capazes de atender a qualquer caso. O Classmate PC já vem com porta de rede Ethernet e conexão Wi-Fi e pode trabalhar com WiMax por meio de uma implementação de hardware e até mesmo 3G utilizando-se um modem USB.

classmate_PMSP_daviesPara John Davies, o grande desafio da inclusão digital no Brasil nem está na disponibilização de computadores e sim no acesso à Internet — ou mais exatamente no acesso à banda larga — um “luxo” que atende a apenas a 6% da nossa população. E pelas próprias dimensões continentais do nosso território — em especial nas zonas rurais — ele acredita que a melhor solução nas tecnologias de redes sem fio — entre elas o WiMax. Ele comentou que no caso das políticas de inclusão digital nos diversos países, cada caso é um caso. Existem locais como a China onde é muito mais fácil decidir e implementar uma política de estado, já no Brasil que é uma federação formada por regiões, estados e municípios (cada um tem seus próprios interesses) Davies diz que ele precisa conversar com todos os níveis de governo já que a federação e o estado podem até estabelecer as políticas, mas é no município onde as coisas acontecem.

Finalmente, eu aproveitei a deixa para perguntar ao executivo da Intel o que ele achava da notícia de que a Dell estaria trazendo para o País sua iniciativa de Connected Classroom e se ele via isso como competição ou um parceiro. Ele disse que essa ação é muito bem vinda, já que a Intel  criou e começou a fabricar Classmate PCs porque ninguém se interessava em fazer isso. Além disso, esse computadorzinho foi responsável pelo surgimento de outros produtos muito interessantes, como o processador Atom e os próprios netbooks que todo mundo adora. Assim, ele vê com bons olhos o fato de grandes empresas comecem a ver o potencial desse mercado de educação e desenvolvam suas próprias soluções — em especial a Dell que utiliza processadores Intel.

Alem do mais, com mais de um bilhão de alunos no mundo à espera de um computador educacional, toda ajuda que vier será sempre bem vinda!

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

  • Boni 25/10/2009, 23:59

    @Nagano

    A Empresa do Município é a PRODAM e não PRODESP, que é do Estado.
    Você acertou o nome da Secretaria (que ficou gigante) e errou o da empresa que trabalho. Acontece… hehehe… já tô até acostumado.

  • Boni 26/10/2009, 00:01
  • Mário Nagano 26/10/2009, 05:12

    Oi Boni,

    Ops, falha nossa — já corrigido.

    Brigadão pelo toque.

    [ ]s

    M.