Review: fones Powerbeats Pro

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Os Powerbeats Pro, da Beats, são a melhor opção de fone sem fios disponível no mercado hoje. São leves, confortáveis, com uma bateria que dura uma eternidade e com qualidade de som excepcional. Mas tudo isso tem seu preço, claro.

Powerbeats Pro

Os fones vêm em uma caixa que serve para guardar as peças/recarregar a bateria. Como os Powerbeats Pro são voltados ao público com perfil mais esportista, a caixa é grande (7,7 cm), não cabe no bolso da calça – é para guardar no armário da academia ou deixar em casa enquanto você sai para fazer exercício.

powerbeats pro

Para comparação e escala, a caixa do Samsung Galaxy Buds, do Samsung Galaxy IconX e do Powerbeats Pro lado a lado.

A caixa de transporte tem, em sua traseira, um conector Lightning. É a única parte que o liga ainda ao universo Apple (já que os fones funcionam muito bem com Android). Acompanha o produto um cabo Lightning preto (algo raro de ser ver).

powerbeats pro
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Abrindo a caixa, estão os fones, que ficam encaixados em um vão, onde se conectam por ímãs para carregar a bateria interna. A bateria dos fones dura quase 9h, com promessa de recarga rápida de 5 minutos para poder usar por 1h30. Com o case, o total da bateria chega a 24h, que é próximo dos resultados que encontrei.

Fato é que ninguém vai usar os fones por mais de 2h seguidas – você pausa a música, tira os fones, faz outra coisa, coloca na caixa, recarrega, repete o processo. De qualquer modo, atingir 9h prometidas para um dispositivo de 20,3 gramas (por fone) é impressionante.

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O pareamento Bluetooth com dispositivos tende a ser automático ao abrir a caixa dos fones. Caso não funcione, tem um botão bem discreto na frente para ajudar no processo (necessário em computadores, no caso).

O botão e o local para encaixe, com o conector dos fones, bem discreto com seus dois pinos.

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Os fones têm um lado certo para encaixar. Como eles têm essa haste para ajudar no encaixe (e não cair enquanto estão sendo usados), é preciso algum treino para achar a posição certa.

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O fone é essa peça única, com uma haste (o manual do produto diz que é um “gancho de ouvido ajustável”) que se ajusta ao gosto do dono do produto.

O “B” atua como um botão multifuncional (serve para controlar a reprodução de música – um toque pausa/volta a tocar, dois toques passa para a próxima música, três toques volta para a música anterior – atender chamadas e, com um toque longo, ativar a Siri ou o Google Assistente (que também podem ser ativados por voz). Acima dele está o controle de volume.

Os Powerbeats Pro têm redundância de controles: o botão multifuncional e o controle de volume estão tanto no lado direito quanto no lado esquerdo. Isso é excelente, pois não importa qual lado você mexe, o resultado será o mesmo. Os fones têm ainda microfone duplo, sensores óticos (para pausar a música caso o fone seja removido de um ouvido), acelerômetro de movimento e um sensor de detecção de fala (para o “E aí, Siri?” ou o “Ok Google”).

Vendo o fone por outro ângulo, temos o encaixe para recarga e a borracha que entra no canal auditivo. O modelo vem com quatro opções de tamanho na caixa para deixar o mais confortável possível durante o uso – no meu caso, a menor opção de borracha tende a ser a melhor.

O Powerbeats Pro sem a borracha:

Minha referência para fones de ouvido sem fio, até então, eram os Jaybird X3. Ainda acho os graves do Jaybird mais fortes (até mais “Beats” que esse modelo que testei, já que os modelos da marca tendem a puxar pros graves intensos), mas a experiência geral de uso dos Powerbeats Pro é melhor: pareamento rápido, qualidade de som muito nítida e clara, seguro (por não isolar totalmente o usuário dos ruídos externos) e com uma duração de bateria excelente. E qualidade impressionante de conexão sem fios.

Outro fator que os Powerbeats Pro merecem destaque é a qualidade na conexão Bluetooth – parabéns para a implementação do chip Apple H1 (o mesmo dos AirPods, que nunca usei e, pelo formato baseado nos EarPods, não me interessam pelo simples fato de serem incômodos para mim): com o smartphone Android no bolso da calça ou em uma pochete de transporte (que uso para andar/correr), quase não tive interrupções na conexão (o velho e bom “pulo” na música) – se tive duas em quase um mês de uso foi muito.

Algo curioso do aparelho é que dá para usar apenas um fone apenas também – pode ser esquisito, mas… funciona.

Eu usei os Powerbeats Pro com o Galaxy Note 9 e com o Huawei P30 Pro – não tenho um iPhone para usar com o fones. Mas isso representou nenhum problema para os fones da Beats: conexão simples, sem frescuras, funcionou direitinho. O único recurso que “perdi” (vendo no manual) é checar a porcentagem da bateria no iOS – mas é algo fácil de resolver (pra mim pelo menos) ao conectar os fones ao meu Macbook velho de guerra.

O microfone interno dos Powerbeats Pro é o melhor que já usei em um fone dessa categoria de produto “True Wireless” – para ligações, ele é perfeito.

Trivia: perto de casa tem um terreno assombrado para Bluetooth. É uma praça com grama a céu aberto, poucas árvores. Qualquer fone que passe por ali falha miseravelmente (vale pro Galaxy Buds, pro IconX, pro modelo da Anker) – se estiver sol forte, falha mais ainda. Os Powerbeats Pro passaram ilesos várias vezes por esse local (é sério), com zero pulos na música.

E os fones são muito confortáveis de usar, não caem (nem passam sensação de insegurança ao andar/correr/se mexer rápido) de jeito nenhum. São os fones sem fio quase perfeitos – são caros, óbvio, mas isso não é um problema para o público-alvo da marca.

Resumo: Powerbeats Pro

O que é isso? Fone de ouvido com conectividade Bluetooth para praticar esportes.
O que é legal? Qualidade do som, duração da bateria.
O que é imoral? Nada. Talvez o fato de não ter graves muito fortes.
O que mais?  Funciona perfeitamente com smartphones Android e, além da Siri, também permite usar com o Google Assistente.
Avaliação: 9 (de 10). Entenda nosso novo sistema de avaliação
Preço sugerido pela fabricante: R$ 2.140
Onde encontrar: Beats

Sobre o autor

Henrique Martin

Henrique Martin é o fundador do ZTOP+ZUMO e da newsletter de tecnologia Interfaces. Já escreveu na PC World, PC Magazine, O Estado de São Paulo, Folha de S. Paulo e criou o ZTOP+ZUMO em 2007, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC.

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