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Gadget do dia: Máquina de escrever (digital) Pomera DM30 da King Jim

Nova versão do Pomera incorpora tela de papel eletrônico “e-Ink”, suporte para cartões SD com Wi-Fi e pode ser a primeira versão a ser vendida no ocidente (uia!)

Em um mundo onde a arte da escrita é cada vez mais praticada num teclado do que com papel e caneta, o memopad digital Pomera DM30 da King Jim pode até parecer um anacronismo, mas ele deve ter lá seus apreciadores, já que neste ano ele completa o seu décimo aniversário de lançamento e agora na sua sexta versão ele continua a evoluir sem se afastar da sua proposta original —  ou seja — a de ser um dispositivo voltado para escrever notas em texto “puro” que depois pode ser transferido para um PC ou smartphone — simples não?

E por que não usar logo um PC ou smartphone?

Alguns expertos teorizam que o grande apelo do Pomera está na sua praticidade (ou seja, você levanta a tela e ele está pronto para uso) além de ser um meio simples, prático e confortável para você colocar suas idéias no computador sem se expor às distrações — muitas vezes procrastinatórias do mundo on-line — como ler os excelentes posts do Ztop+Zumo, assistir à um videozinho de gato do YouTube ou até checar coisas realmente relevantes como mensagens, emails e até o que estão falando bem ou mal de você no Facebook/Twitter sendo que — neste último caso — você ainda se arrisca a parar tudo para elocubrar sobre isso com seus parentes, amigos e seguidores no WhatsApp e/ou nas outras redes sociais da vida.

Mas voltando ao que nos interessa, quando fora de uso, o DM30 mede apenas 15,6 x 3,3 x 12,6 cm (LxAxP) ou seja, ele é um pouco menor que um Moleskine pocket (14 x 9 cm)…

  … mas como seus antecessores, o DM30 vem equipado com um engenhoso teclado dobrável…

… o que aumenta a sua largura para 28,6 cm…

… e cujas teclas tem um espaçamento de ~17 x 15,5 mm o que proporciona a mesma experiência de uso de um teclado de notebook:

Outra novidade desse produto é que ele é o primeiro Pomera a vir equipado com uma tela de papel eletrônico de 6″ (12,2 × 9,0 cm) com tecnologia e-ink e resolução nativa padrão SVGA (800 × 600 pixels):

Ele é alimentado por duas pilhas alcalinas (ou recarregáveis) do tipo AAA, cuja autonomia estimada é de aproximadamente de 20 horas. E mesmo que as baterias pifem, o equipamento ainda conta com uma bateria de backup do tipo CR2032 de lítio para manter a integridade dos dados armazenados no dispositivo:

Os arquivos de texto do Pomera podem ter um tamanho máximo de até 50 mil caracteres, sendo que eles podem ser armazenados tanto na sua memória interna de 8 GB quanto em cartões SD (até 2 GB) ou SDHC (até 32 GB). Fora isso ele conta com uma porta USB micro 2.0 o que permite transferir seus dados de e para o PC.

Já no caso de dispositivos móveis, o Pomera pode transformar o arquivo que está na tela num código QR que pode ser lido por um smartphone e reconvertido de volta para texto por meio de uma app para iOS mas não para Android (boo!)

Curiosamente, existe uma outra maneira de transferir arquivos por meio de uma conexão Wi-Fi, mas para isso é necessário utilizar um cartão FlashAir da Toshiba que, em tese, poderia ser uma maneira de trasferir os arquivos do Pomera DM30 diretamente para o PC, nuvem ou até para um dispositivo com Android via App.

E apesar do DM30 ser — na sua essência — uma “máquina de escrever eletrônica”…

…a King Jim incorporou alguns recursos bem interessantes como o Date Memo que é um formato de texto que pode ser usado como um calendário e agenda de compromissos…

… e o curioso modo tabela que, apesar da aparência, não é uma planilha eletrônica e sim uma maneira de organizar as informações na forma de tabela que são armazenados no dispositivo na forma de um arquivo .CSV:

O novo Pomera DM30 chega ao mercado japonês no próximo dia 8 de junho pelo preço sugerido de 43.000 ienes (~R$ 1.438) + impostos. Para mais informações visite o hotsite do produto.

Ainda em tempo:

Graças à uma dica bacana do César Cardoso do Pinguins Moveis soubemos que o DM30 pode ser o primeiro Pomera a ser oficialmente lançado no ocidente, ou mais exatamente no mercado americano.

Eles citaram uma nota no The Verge que diz que a King Jim lançou uma campanha no Kickstarter para promover uma versão do DM30 adaptado para o sistema de escrita romanizado…

… o que inclui além da interface com o usuário traduzido para o inglês…

… e a troca — ou mais exatamente uma adaptação meia-boca — do layout do teclado original padrão JIS/Japonês para o US/americano:

Pode parecer estranho que uma empresa como a King Jim precise de uma “ajuda” para lançar um produto praticamente pronto e desenvolvido. Mas como já vimos em outros casos, algumas empresas estão usando o Kickstarter como uma espécie de pesquisa informal de mercado (ou focus group) para testar o interesse dos consumidores por um novo produto mesmo antes dele ter sido fabricado.

De acordo com a oferta do Kickstarter, a empresa está oferecendo 200 unidades com um desconto para os “early birds” com previsão de entrega a partir de novembro de 2018:

Dai, se o interesse for baixo eles nem lançam o produto. Caso contrário, eles rampam a produção e entram de cabeça no varejo americano e depois… O MUNDO!!! (BWAH HA HA HA HA!)

Opa, foi mal pessoal. :-/

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.