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Review: Western Digital Scorpio WD2500BEVS

í€ medida que os portáteis assumem cada vez mais o papel de principal computador da casa, aumenta a demanda por mais espaço de disco e, por mais charmosos que sejam os discos de memória flash, a melhor opção nesse caso ainda é o bom e velho disco rí­gido magnético. No passado, já vi discos de até 160 GB para portáteis, mas é a primeira vez que tenho a oportunidade de analisar um modelo de 250 GB como o WD2500BEVS Scorpio da Western Digital.

Ele é formado por dois discos (ou pratos) internos de 2,5″ com 125 GB cada, capacidade possí­vel graças ao uso da tecnologia de gravação de bits na vertical (Perpendicular Magnetic Recording ou PMR), agora na sua segunda geração.

Além da capacidade de armazenamento, o WD2500BEVS utiliza uma nova tecnologia batizada de “IntelliSeek” que varia a velocidade do movimento da sua cabeça de leitura e gravação de acordo com sua demanda por transferência de dados.

O que acontece nos discos atuais é que na hora de ler/gravar uma informação no disco, a cabeça posiciona-se rapidamente na trilha correta mas pode ficar “esperando” pela passagem dos setores desejados. A grande sacada da Western Digital foi de movimentar suas cabeças no momento exato em que os setores estiverem mais próximos. É algo como ir para a estação de metrô no passo correto para chegar na plataforma no momento exato em que o trem estiver parando no local, em vez de correr que nem um doido e ficar esperando pela chegada da composição, ou seja, se o trêm sempre para mesma hora, tanto faz estar na estação alguns minutos ou alguns segundos antes.

No caso do disco, ele não gastaria energia acelerando sua cabeça desnecessariamente, economizando assim preciosa carga da bateria sem comprometer muito o seu desempenho.

O modelo analisado pelo Zumo veio equipado com 8 MB de cache interno e uma porta SATA 150 que, ao contrário dos modelos PATA, seu conector segue o mesmo padrão de formato dos modelos de 3,5″. Isso que permite que esses discos possam ser adaptados em qualquer desktop (precisando apenas de um local de montagem correto), em especial em projetos de PCs compactos.

Para realizar os testes, montamos o Scorpio em um ThinkPad T61 equipado com um processador Core 2 Duo 7100 de 1,8 GHz, 512 MB de RAM e Windows XP SP2. Escolhemos essa plataforma porque é possí­vel instalar um segundo disco na baia da unidade de DVD-ROM por meio de um acessório opcional.

Nos testes realizados com o HD Tach RW 3.0.1.0, Scorpio obteve uma taxa de transferência média de 45,5 MB/s, tempo de acesso de 17,7 ms e Burst Speed de até 81,6 MB/s.

Tratam-se de resultados modestos se comparados com os atuais discos SATA 300 de 7.200 rpm, mas devemos levar em consideração que desempenho não é exatamente o grande atrativo desse produto, e sim sua imensa capacidade de armazenamento e menor consumo de energia.

Se o usuário está a procura do máximo desempenho que o dinheiro pode comprar, melhor considerar um WD VelociRaptor de 10.000 rpm, considerado o disco mais veloz da praça até por alguns concorrentes. O problema é que ele só está disponí­vel para desktops e servidores. :^)

Resumo: Scorpio WD2500BEVS
O que é isso?
– Disco rí­gido SATA 150 de 250 GB para portáteis.
O que é legal? – Alta capacidade de armazenamento, bom desempenho para um disco de 5.400 rpm.
O que é imoral? – Não é fácil encontrá-lo no mercado local.
O que mais? – Seu conector SATA é o mesmo usado em discos de desktop.
Avaliação: 4,0 de 5,0
Preço sugerido: US$ 160 (nos EUA).
Onde encontrar: www.wdc.com/pt

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.