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Pocket Review: Kingston Data Traveler DT100/4GB

Data TravelerNa minha opinião, uma das invenções mais geniais do mundo dos PCs – e que pouca gente reconhece como tal – é o memory key com porta USB.

Simples, prático, pequeno e relativamente barato, o memory key virou sinônimo de sistema pessoal de armazenamento e transporte de dados.

Além de vir com sua própria porta de comunicação embutida, um dos pontos mais interessantes dos memory keys é sua escalabilidade, isto é, sua capacidade de se renovar, transportando cada vez mais informação í  medida que a tecnologia evolui.

Trata-se de algo que não aconteceu com outros sistemas de armazenamento, que, conseqí¼entemente, não resistiram í  ação do tempo e da obsolescência, como os disquetes de 3,5″, discos ZIP/JAZ/Clik!, MO ou mesmo os CDs regraváveis.

Se os primeiros modelos eram capazes de armazenar algo como 8 MB de dados (quase seis disquetes de 3,5″!), hoje já existem modelos que ultrapassam facilmente a barreira dos gigabytes, como a nova linha Data Traveler 100 (DT 100) da Kingston.

Disponí­vel nas versões de 1 a 8 GB, tive a oportunidade de testar o modelo DT 100/4GB, apresentado na cor verde-escuro (quase preto). Como o nome sugere, ele armazena até 4 GB de dados e é compatí­vel com quase todas as versões do Windows (a partir do 2000 até o Vista), Mac OS X e Linux 2.4 ou superior.

Data TravelerUm dos maiores atrativos do Data Traveler é seu conector USB retrátil, comandado por um botão deslizante localizado na sua lateral. Desse modo, quando fora de uso, o dispositivo se transforma num tabletinho de 5,9 x 2,2 x 9,5 cm (L x A x P) cujos dados ficam tão protegidos quanto uma tartaruga assustada.

Não se trata de uma idéia nova, já vimos uma solução semelhante no Cruzer Titanium da SanDisk.

Além de proteger o conector USB, o sistema retrátil evita o problema de perda da notória tampinha de proteção, comum nos memory keys. Apesar disso, essa solução não é perfeita, já que deixa exposto o interior do conector USB, onde ficam os contatos elétricos, normalmente protegidos pela mesma notória tampinha.

Fora isso, o Data Traveler 100 incorpora alguns itens desejáveis num memory key como ponto de fixação de correia, mas não dispõe de uma chave de proteção contra gravação (que também impede o apagamento de dados).

Sua luz de indicação de uso fica numa posição muito próxima do conector USB, de modo que sua utilidade é limitada.

Sob Testes

data_traveler_out.jpgDevido í  sua capacidade acima dos 2 GB, o modelo analisado veio formatado em FAT32. E como era de se esperar, ele foi reconhecido pelo Windows e sua função básica é mesmo a de armazenar dados, ou seja, ele não vem com nenhum utilitário embutido ou recurso adicional.

Para efeito de comparação, utilizamos como referência um Data Traveler Padrão de 1 GB (modelo DTI/1GB), mostrado acima í  direita ao lado do DT 100.

Nos testes sintéticos realizados com o Sisoft Sandra 1008, o DT100/4GB obteve 1.530 operações/min e Fator de Resistência (Endurance Factor) de 50, contra 4.125 operações/min e Fator de Resistência de 55 do DTI/1GB.

Apesar de o DTI/1GB ter um melhor desempenho que o DT100/4GB, essa diferença deve ter sido causada pela necessidade que o DT100 tem de gerenciar quase quatro vezes mais memória do que o modelo de 1 GB.

Com isso, podemos concluir que o DT100/4GB está dentro do que podemos esperar de um memory key em termos de desempenho, apesar de sua capacidade de armazenamento e seu desenho serem, de fato, seus pontos fortes.

Resumo:

Kingston Data Traveler DT100/4GB

O que é isso? – Memory Key de uso geral e alta capacidade.

O que é legal? – Desenho simples e criativo, bem acabado.

O que é imoral? – A parte interna do conector USB fica desprotegida, mesmo com o conector recolhido.

O que mais? – Não possui chave de proteção contra gravação, LED indicador de uso posicionado num local de difí­cil visualização.

Avaliação: 3,0

Preço sugerido: ainda não divulgado.

Onde encontrar:
www.kingston.com.br

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.