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Philips Hue: mais um caso de automação via iOS

Tenho aqui no ZTOP uma certa obsessão com lâmpadas LED. E a Philips Hue é nosso novo alvo: é um kit de automação doméstica para iluminação, a ser vendido apenas em lojas da Apple e com um preço razoavelmente baixo lá fora (ainda caro para o padrão brasileiro).

E o que é legal da Hue? Isso aqui, que a Philips chama de Bridge e se conecta a até 50 lâmpadas dentro da sua casa. É mais um passo para automação doméstica baseada em iOS (ou smartphones, vai) do que sistemas proprietários malucos – a primeira a investir nesse tipo de coisa foi a Belkin, com seu WeMo.

Você compra a caixinha do produto (que vem com o Bridge e três lâmpadas LED), liga o Bridge ao seu roteador, baixa um app para o iPhone/iPad e pronto: 

O controle da iluminação passa a estar nas mãos, de qualquer lugar. Incluindo aquela velha lâmpada do ladrão (quando você viaja e deixa uma luz apagada para o ladrão achar que tem gente – agora dá para ligar e desligar de qualquer lugar com conexão à internet). Liga à noite, desliga de dia.

Controle? Sim. 16 milhões de cores customizáveis para cada ambiente com uma lâmpada (mas já existem 4 modos pré-programados).

O legal disso (e que me dá vontade de comprar um pra casa) é que a Philips é famosa por criar sistemas de iluminação para acordar/dormir e até acalmar, em modelos que ficavam no quarto/sala e custavam os olhos da cara. Agora, com a Hue, isso fica bem mais fácil. Para quem quiser brincar mais a fundo, a Philips diz que vai liberar um kit de desenvolvimento de software para a Hue em breve e que deve lançar novos recursos com integração com áudio/vídeo (lembrando que a marca tem TVs e equipamentos de som…).

Claro que, para nossos padrões brasileiros que ainda não estão acostumados com lâmpadas LED (e a oferta em geral é cara e ruim), a Philips Hue é bem cara: começa a ser vendida amanhã em um kit pelo preço sugerido de US$ 199 (3 lâmpadas + bridge) e US$ 59 por lâmpada extra. Mais no site oficial (e espero que a Philips se anime a vender isso por aqui).

Demo em vídeo:

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin