Lenovo anuncia parceria com Instituto Ayrton Senna na área de educação

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Além do suporte para a entidade, a Lenovo também irá fabricar no País o Lenovo 300E, um Cloudbook conversível para uso nas escolas.

A Lenovo Brasil anunciou ontem uma parceria com o Instituto Ayrton Senna, onde a cada equipamento da família Yoga, Ideapad ou Legion vendida no varejo, uma contribuição será realizada pela empresa em prol das suas iniciativas na área de educação.

Essa inciativa tem como objetivo garantir o acesso de crianças e jovens à educação integral em diversos projetos implementados pelo Instituto nas redes públicas de ensino do País, permitindo assim que eles dominem as disciplinas necessárias para atender as demandas do nosso mundo moderno, tornando-se pessoas mais capazes de fazer melhores escolhas e, assim, construir um futuro melhor.

Os equipamentos que participam dessa campanha serão devidamente identificados…

… com um selo da parceria:

Ricardo Bloj, presidente da Lenovo Brasil, declarou que essa parceria é uma honra para sua empresa e que, por meio dela, espera engajar os consumidores na causa da educação e torná-los protagonistas dessa transformação.

Um em dez

O evento também contou com a presença de Viviane Senna Lalli

…. presidente do Instituto Ayrton Senna que fez um emocionante discurso sobre a necessidade urgente de melhorar o nosso sistema de ensino, onde de cada dez alunos que iniciam o ciclo básico da escola…

apenas cinco concluem o ensino médio:

E se você acha que esse número é ruim, ela ressalta que desses cinco sobreviventes, apenas três deles dominam plenamente o português

… e apenas um sabe matemática:

O papel da tecnologia

Numa pesquisa conduzida pela Lenovo em 10 países — incluindo o Brasil — mostrou que 61% dos brasileiros acreditam que empresas de tecnologia têm um grande impacto na melhoria de escolas e da educação no geral.

Fora isso, 83% das pessoas ouvidas no Brasil são otimistas quanto à independência proporcionada pela tecnologia aos estudantes, sendo que neste quesito, o país aparece apenas atrás da Índia, com 91%. Já a média global é 73%:

Quanto ao papel direto da tecnologia na educação, 68% dos entrevistados em todo o mundo dizem que a tecnologia representa um papel extremamente ou muito importante na educação das crianças. Em um recorte nacional, 57% dos brasileiros destacam ferramentas de tradução como uma forma de acesso ao conhecimento sem barreiras de linguagem.

Notebook para educação

Outra iniciativa bem interessante da Lenovo Brasil que foi vagamente mencionada por Bloj durante o evento é a chegada do Lenovo 300E no País. É um notebook robustecido (ou mais exatamente semi-rugged) voltado para o mercado de educação.

Ele foi apresentado pela primeira por aqui no mês passado durante a feira Bett Educar 2020 sendo que ele é um notebook conversível com Windows 10 do tipo Yoga que, como o tal, pode ser usado tanto como notebook, tablet ou como display de vídeo:

Apesar da sua resistência a pancada ser algo muito atraente para esse mercado, o seu grande diferencial fica por conta da sua tela touchscreen que incorpora a chamada tecnologia Pencil Touch que, como o próprio nome sugere, pode ser operada com bastante precisão mesmo por um lápis preto n°2:

Fora isso essa tela também conta com a tecnologia que reconhece que a palma da mão está encostando da tela, ignorando a mesma como um comando, fazendo assim com que o uso do lápis ou da caneta seja mais confortável e intuitivo.

A idéia por trás dessa solução é que seria muito complicado num ambiente escolar manter e usar um instrumento tão complexo quanto uma caneta ativa que é normalmente alimentada com uma pilha palito “AAAA” de 1,5 volt que, como o próprio nome sugere, é ainda mais fina que a “AAA” é tão difícil de encontrar no varejo quanto dente em galinha, apesar de alguns afirmarem que existe uma alternativa simples, barata e fácil de achar no mercado.

Nosso palpite é que essa tecnologia deve ser uma evolução de outra originalmente criada em 2015 para o Yoga Tablet cuja tela também funcionava com diversos tipos de instrumentos pontudos como gravetos, tesouras, palitos e até cenouras:

Cloudbook

Tecnicamente falando, o 300E não é um notebook de linha e sim um Cloudbook, uma plataforma móvel criada pela Microsoft em 2015 para competir com o Chromebook do Google, mas que não decolou na época devido a ausência de uma estratégia clara de implementação e de uso no ambiente escolar.

De fato, nessa época a única empresa por aqui que levantou bravamente essa bandeira e comercializou oficialmente um Cloudbook no Brasil foi a Acer por meio do Acer Aspire ES 14 Cloudbook que analisamos detalhadamente em 2016.

Quando questionamos a decisão da Lenovo Brasil de entrar nesse mercado com um Cloudbook e não com um Chromebook Augusto Rosa, diretor de vendas para o setor de canal, SMB, setor público e educação da Lenovo nos explicou que apesar do charme do portátil do Google, a plataforma Windows é inegavelmente a mais popular e difundida do mercado e, ao contrário da plataforma do Google funciona melhor no modo offline.

Com relação ao suporte para o ambiente escolar, Rosa explica que o seu suporte e assistência técnica será a mesma que cobre os seus modelos corporativos. Fora isso seu produto já conta com um pacote de aplicativos que ajudam tanto no gerenciamento dos equipamentos quanto no auxílio aos professores e alunos a desenvolver diversas atividades durante as aulas.

Tecnicamente falando, o 300E vem equipado com um processador Pentium com aceleradora gráfica integrada, tela LCD de 11,6″ com resolução HD (1.366 x768 pixels), webcam 720p, 4 ou 8 GB de SDRAM DDR4, 32 GB de memória eMMC, Wi-Fi 802.11ac. O sistema operacional é o Windows 10 Pro.

Com relação as portas de entrada e saída, o portátil vem equipado com duas portas USB 2.0, uma USB 3.0, saída de vídeo HDMI, slot para cartão Micro SD, porta de som/microfone e slot para trava anti-furto padrão Kensington:

O produto mede 30,0 x 2,33 x 21,25 cm (LxAxP fechado) pesa em torno de 1,45 kg. A autonomia da sua bateria é estimada em torno de 8 horas.

Rosa também disse que inicialmente esse produto será importado mas que a intenção é que ele seja produzido na fábrica da empresa na cidade de Indaiatuba, interior de São Paulo, mas que o preço do produto importado já é de produto nacional, o que mostra a disposição da Lenovo de entrar de sola neste mercado.

Ah sim, o executivo também afirmou que o Lenovo 300E também será vendido para o usuário final, permitindo assim que outros tipos de clientes possam ter acesso à uma plataforma relativamente simples, acessível e dura na queda!

Para mais informações visite o site da empresa.

Sobre o autor

Mário Nagano

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World.
Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

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