Panasonic Toughbook (finalmente) chega ao Brasil

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Desde o ano passado já sabíamos que os notebooks robustos (ou rugged) da Panasonic — conhecidos pela alcunha de Toughbook — estavam sendo trazidos em pequenas quantidades para clientes especiais como a Petrobrás. Finalmente o pessoal de Osaka resolveu oficializar sua presença no mercado, primeiro com um site institucional que foi ao ar no fim de outubro e ontem (07/dez) com um anúncio oficial.

Para quem nunca foi apresentado, a linha Toughbook é uma família de computadores móveis lançado originalmente em 1997 e voltado para trabalhar em ambientes tão agressivos onde outros portáteis mal se atrevem a levantar sua tela LCD. Entre suas principais características estão o uso exagerado de liga de magnésio sem pintura e material emborrachado no seu gabinete, integração da unidade de CD/DVD no corpo do portátil (nada de gavetinha), disco rígido com sistema de amortecimento, alça de transporte integrado e o mais interessante: alguns modelos o cooler do processador é passivo, utilizando todo o seu corpo metálico para dispersar o calor. Sua tela LCD de altíssimo brilho (tecnologia CircuLumin de 2~1000 nit) e contraste é famosa por funcionar bem mesmo sob a luz do sol.

Outro detalhe interessante desses produtos é que — ao contrário de muitas empreas que terceirizam o projeto e a manufatura de seus portáteis — a Panasonic é uma das poucas empresas que ainda projetam, montam e testam seus computadores nas suas próprias instalações (banzai!!!)

Com sua carinha de carro blindado os Toughbooks conquistaram a fama de serem produtos realmente duros na queda (algo como 1,8 metros de altura) e com o tempo acumularam histórias mirabolantes de sobrevivência resistindo a quedas e pancadas de todo tipo, incêndio, congelamento e até  uma prova de fogo (literalmente falando) servindo de colete a prova de bala improvisado. E por essas e outras que esses computadores são muito apreciados em aplicações militares, mineração, navegação maritma, plataformas de petróleo e gás, segurança pública, serviços de resgate e combate a incêndios, serviços de saúde, logística, chão de fábrica e outras atividades de campo. Esse por sinal é o nicho de mercado a ser inicialmente explorado pela Panasonic do Brasil com seus portáteis. Segundo Luis Viloria, diretor da divisão do Toughbook da Panasonic Solutions Company (PSC) para a América Latina, apesar do cenário favorável para expansão de investimentos em setores como construção civil, mineração, petróleo, telecomunicações etc. a Panasonic identificou que não existem no Brasil produtos similares ao Toughbook. De fato pelo que eu me lembre, somente a Semp Toshiba (STI Xtreme XS 1473) e a Dell (Latitude ATG) dispõe de modelos rugged ou semi-rugged no Brasil. Essa estratégia fica bastante clara se observarmos os primeiros modelos a chegar no Pais cujas características deixam claro que eles não foram feitos para ficar de enfeite em cima da mesa de algum bacana do escritório:

O Toughbook modelo 31 pode ser considerado o cavalo de batalha dessa linha com a proteção contra choques e quedas de até 1,8 metros de altura. Ele vem equipado com uma tela LCD de 13,3″ sensível ao toque, aceleradora grágica ATI Radeon HD5650, webcam integrada, bateria com até 11 horas de autonomia e peso máximo de 3,7 kg. Disco SSD é opcional.

Toughbook modelo 19 é um modelo conversível equipado com tela de 10,1″ sensível ao toque e que pode se transformar, com um simples giro, em um PC tablet. Ele vem equipado com um procesador Intel Core  i5-540UM vPro de 1,2 GHz (com Turbo Boost de 2,0 GHz) e 1,04 kg de peso.

Já o Toughbook modelo 52 pode ser considerado o mais sóbrio dessa leva e é descrito pela empresa como um modelo semi-robusto (semi-rugged) para uso geral com seu gabinete de magnésio tela de 15,4 de alto brilho,  processador Core i5 com Vpro, bateria com autonomia de até 9 horas e peso máximo de 3,6 kg. Ele também estará disponível numa versão com tela de 13,3″ sensível ao toque.

Inspirado no MCA (Mobile Clinical Assistant) da Intel, o Toughbook modelo H1 Saúde é um tablet PC especialmente voltado para uso em serviços de saúde — em especial para acompanhamento de pacientes — podendo inclusiver ser higienizado com líquido. Ele vem equipado com uma tela LCD de 10,4″ (1.024 x 768 pixels) processador Atom Z540 de 1,86 GHz, 80 GB de disco rígido e pesa 1,54 kg com todos seus acessórios. Existe ainda uma versão para uso em campo na cor cinza.

O Toughbook Modelo U1 é o caçulinha da turma e é praticamente um tablet — ou mais exatamente um UMPC — com tela de 5,6″ (1.024 x 600 pixels) e teclado integrado. Ele também vem equipado com um processador Atom Z530 de 1,6 GHz, 2 GB de RAM, 64 GB de SSD e suporte para Windows 7. Como era de se esperar de um produto de nicho o custo de um Toughbook no Brasil pode variar de R$ 10 mil a R$ 25 mil, de acordo com o modelo e configuração desejados para atender às necessidades específicas de cada comprador, em qualquer segmento.

E para aqueles que adoram gritar “tá caro” podem sossegar já que esses produtos não serão direcionados para o varejo e sim para o mercado de governo e corporações. Os interessados poderão obter mais informações sobre onde encontrar uma distribuidora autorizada ligando para o telefone (11) 3889-4184 ou mandando um e-mail para atendimento.toughbook@br.panasonic.com

Zumo in a Box:

Com o sucesso da linha Toughbook a Panasonic expandiu esse conceito para uma linha de produtos menos robustecidos que ela chama de semi-rugged e business-rugged mais ao gosto do usuário final e corporativo. Quando estivemos no Japão na última CEATEC 2010 tivemos a oportunidade de ver alguns desses novos modelos — chamados lá de Let’s Note — todos já equipados com Core ix e suporte para WiMax (a grande novidade desse ano).

Alguns elementos do seu design são típicos dessa marca, como o seu gabinete em magnésio sem pintura, touchpad redondo e o curioso leitor de mídia óptica embutido no gabinete. Um item que alguns colegas de ofício (hi Mike!) chamam de cinzeiro portátil.

Com o uso de liga de magnésio esses portáteis são incrivelmente leves para um equipamento do seu porte o que até passa a impressão de serem feitos de plástico. O modelo C1 abaixo é um convertible com tela de 12,1″e 1,45 kg de peso.

Existe também a linha J apresentados na cor preta…

… e que vem com um curioso acessório na forma de uma sobrecapa de couro o que agiliza em muito o seu uso:

Quem sabe um dia eles também não dão as caras aqui no Brasil.

Apesar do cenário favorável para expansão de investimentos em setores como construção civil, mineração, petróleo e telecomunicações, por exemplo, a Panasonic identificou que não existem no Brasil produtos similares ao Toughbook. A abertura de uma operação local do produto atende a uma demanda cada vez maior por tecnologia de ponta aliada a alta resistência”, afirma Luis Viloria, diretor da divisão do Toughbook da Panasonic Solutions Company (PSC) na América Latina.

Sobre o autor

Mário Nagano

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World.
Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

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