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Panasonic pode comprar a Sanyo (no Japão)

Segundo o Japan Times, a Panasonic pode adquirir a Sanyo Electric Co. por meio da compra de suas ações preferenciais que estão hoje nas mãos de seus três maiores credores: a Goldman Sachs dos EUA, a Sumitomo Mitsui Banking Corp. e a Daiwa Securities SMBC Co., o que representaria algo em torno de 70% do direito de  votos dos acionistas da Sanyo.

Com a crise financeira mundial, as ações da Sanyo perderam quase um terço de seu valor nos últimos dois meses, o que pode ser uma oportunidade interessantíssima para a Panasonic.

O negócio poderia ser fechado até o final deste ano e pode resultar na maior empresa de eletrônicos do Japão, cujo faturamento de ambas as empresas ultrapassa a da atual rainha do pedaço — a Hitachi Ltd. A Sanyo domina o segmento de baterias de íons de lítio e é um big player no emergente mercado de células solares.

Atualização 03/11 – 8h15 – A Panasonic informou hoje que foi ela que comunicou os jornais japoneses e que não tem nada decidido em relação à compra da Sanyo ainda.

Henrique comenta: e o lance da Positivo sendo comprada pelos gringos? será que sai algo ou é só vapor? Já vi vice-presidente global de gigantes de fora falando que a Positivo era uma “pedra no sapato” no mercado brasileiro. Se der certo, ótimo pra Positivo – e para quem comprar.

Nagano dá o seu pitaco: HP? Dell? Lenovo? Acer??? Conhecendo a linha de produtos dessas empresas não vejo muito sentido em comprar a Positivo a não ser para mantê-la sob controle como a Coca-cola fez com o guaraná Jesus ou mesmo transformá-la numa segunda linha para as classes C e D como a HP fez com as impressoras Apollo.

O pior cenário poderia ser o que aconeceu com a Metal Yanes Ltda. que foi adquirida pela multinacional Coleman só para ela desaparecer do mercado. E olha que a linha de produtos Yanes era muito superior que a da Coleman.

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.