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Hands-on: Telefone sem fio Panasonic KX-PRW110 com Smartphone Connect

Aparelho telefônico permite fazer chamadas e receber ligações na sua linha fixa diretamente do seu smartphone.

Além dos seus equipamentos elétricos e eletrônicos, a Panasonic sempre teve uma forte presença no mercado de telefonia, sendo que a parte mais conhecida pelo usuário final é a de telefones sem fio onde a marca sempre foi respeitada por oferecer produtos práticos, confiáveis e robustos — sendo que muitos deles deixam de ser usados não por que o aparelho deu defeito e sim porque sua bateria pifou e ficou difícil achar uma peça de reposição decente.

Dentre os modelos atualmente oferecidos aqui no Brasil, para mim o mais interessante é o KX-PRW110, um modelo mais topo de linha da família Design Premium Dect que inova não apenas no visual…

Panasonic_kx-prw110_esq

…mas também em novos recursos que tiram proveito do nosso mundo cada vez mais conectado, no melhor estilo “se não pode vencê-los, junte-se a eles!

Como pudemos ver no vídeo acima, uma dos grandes atrativos do KX-PRW110 é a sua capacidade de se conectar até quatro smartphones com iOS ou Android pela rede WiFi da casa ou do escritório, permitindo assim que eles funcionem como “extensões” da sua linha fixa, tanto para fazer quanto para receber ligações de voz, o que pode até representar uma boa economia na conta do telefone nos casos em que o custo da chamada pela linha fixa seja mais em conta que a de celular:

 

Observe porém que o inverso não é possível, ou seja, usar o KX-PRW110 para fazer ligações usando a linha de um dos celulares conectados ao mesmo.

Ztop in a box:

Apesar disso, vale a pena mencionar que isso é possível no modelo KX-TGH260, que é um aparelho com design mais convencional, mas que vem equipada com outra tecnologia batizada de Link-to-Cel que permite usar a linha telefônica do smartphone como uma segunda (ou até terceira) linha da casa:

De fato é até possível configurá-lo para ser usado apenas com a linha do celular, o que pode ser uma opção atraente para aqueles que nem mais tem telefone fixo em casa mas apreciam a comodidade desse tipo de equipamento.

Panasonic_link-to-cel

Outro atrativo do KX-TGH260 é que ele pode receber SMS que chegam no celular e até funcionar durante um apagão de luz já que ele conta com uma bateria de reserva na sua base.

Mas numa situação oposta a do KX-PRW110 observamos que neste equipamento não é possível fazer uma ligação pela linha fixa usando o celular, o que significa que, de um certo modo, a tecnologia Link-to-Cel funciona de maneira oposta à do Smartphone Connect.

Tecnicamente falando, esse aparelho é compatível com o padrão DECT 6.0 (Digital Enhanced Cordless Telecommunications 6.0) que trabalha na frequência de 1,91~1,92 GHz em 60 canais diferentes.

Isso permite conectar mais aparelhos na mesma base/linha, formando assim uma pequena central telefônica doméstica onde o usuário pode transferir uma ligação de fora de um ramal para outro (inclusive do telefone para o smartphone), ligar de um aparelho para outro (função intercomunicador), usar um dos telefones adicionais como babá-eletrônica, compartilhar a mesma agenda telefônica com todos os ramais, etc.

O seu histórico de ligações é de até 50 chamadas e a capacidade da sua agenda de números parte de 500 registros no caso de apenas um monofone estar ligado na rede, mas esse número pode cair para até 166 números no caso de três monofones.

Uma função particularmente interessante é a de não receber ligações indesejadas. Ela trabalha junto com a sua função de identificador de chamadas (tecnologia DTMF/FSK) de modo que caso alguém previamente listado na sua “lista negra” (até 100 números) ligue para o seu número, o aparelho derruba automaticamente a ligação retornando para o mesmo um sinal de ocupado. Uma mão na roda para afastar os operadores de telemarketing, amigos e parentes chatos, etc.

Também vale a pena observar que esse modelo  (KX-PRW110) não possui função de secretária eletrônica, mas ela está presente no seu irmão mais velho, o KX-PRW120.

O aparelho (ou monofone) em si mede 4,7 x 15,3 x 3,5 cm (LxAxP) e pesa 140 gramas já com as pilhas instaladas. Seu visual lembra uma versão esticada de um celular antigo (ou nem tanto) com sua tela LCD TFT de 2,2″ em cores com resolução nativa QVGA (240 x 320 pixels) e seu teclado de membrana:

Interessante notar que a lateral desse monofone é feita de metal com acabamento fosco, o que passa uma sensação de requinte e de solidez ao produto. Ele também possui um curioso formato em “L”  que permite que o usuário possa usá-lo no notório modo “hands-free” ou seja, com ele pressionado entre o ombro e a orelha, uma postura por sinal não muito saudável

,,, mas que pode ser evitada já que esse modelo conta com a função de viva-voz com um bom alto-falante (com ajuste de volume em seis níveis) localizado na parte de cima do aparelho:

Já a sua base é feita de policarbonato branco que faz um belo contraste com a frente preta e a lateral cinza, sendo que boa parte da mesma pode ser removida para dar acesso ao seu compartimento da bateria.

Para isso existe uma fresta na sua base para inserir a ponta de alguma ferramenta com ponta chata para iniciar o desencaixe da peça.

No geral, as pessoas costumam usar o que tem à mão ou nas pontas dela — ou seja — a ponta da unha. Mas como essa tampa está muito bem encaixada na sua base, o mais recomendado é que o usuário utilize alguma ferramenta com ponta relativamente macia, como um “Pry tool” (muito usado para abrir telefones celulares), palheta de guitarra ou mesmo um cartão magnético …

… daquele tipo usado por bancos e hotéis:

A boa notícia para aqueles que abominam baterias exóticas e/ou de desenho proprietário, é que esse monofone utiliza duas pilhas recarregáveis do tipo AAA de Ni-MH (1,2 Volts x 440 mAh) bem mais fáceis de serem encontradas no mercado.

Porém a Panasonic alerta que esse aparelho não aceita outros tipos de pilhas AAA, como a Alcalina ou de Ni-Cd. Outra recomendação do fabricante é que a tampa seja reinstalada no aparelho antes que ela seja colocada na sua base. Segundo a empresa, sua autonomia estimada é de 10 horas de conversação ou 144 horas no modo de espera (stand-by). Já o tempo de recarga completa (0~100%) é de aproximadamente sete horas.

Como já dissemos antes, o layout do teclado desse aparelho lembra vagamente a de um celular antigo (ou feature phone) como o Nokia 130 ou mesmo o Positivo P28: , o que faz com que a sua operação seja bastante intuitiva, pelo menos para aqueles que viveram no mundo pré-iPhone. Os seus caracteres e símbolos também são retroiluminados o que melhora a sua visibilidade tanto de dia quanto de noite:

Uma curiosidade desse teclado é que ele é do tipo membrana cujas teclas “afundam” ao serem pressionadas proporcionando assim um bom feedback táctil que é acompanhado de um bipe sonoro.

Fora isso, algumas delas possuem ressaltos que ajudam a localizá-las apenas com o tato, o que pode ser útil para pessoas com problemas de visão. Outra vantagem dessa solução é que ela é bem mais fácil de ser limpa do que os modelos com teclas físicas.

Já a base do aparelho mede 11,6 x 3,1 x 9,2 cm mm (LxAxP) e acompanha o design do monofone com seus tons de preto e branco…

… e base na cor branca, onde podemos ver na lateral esquerda o botão que ativa a função de “localizar o monofone perdido” ou seja, ao pressioná-lo a base envia um sinal para o monofone para que ele comece a tocar, chamando assim a atenção do usuário para a sua localização.

Note também que o aparelho fica deitado sobre a base…

… levemente apoiado sobre os pontos de contato que fornecem energia para as pilhas recarregáveis do aparelho quanto este está fora de uso:

Ele também é mantido no lugar graças a presença de um imã (bem suave) na sua base:

No geral, esse design é bem elegante, mas exige por parte do usuário iniciante uma certa pontaria para encaixar o aparelho de primeira na base, mas nada que não melhore com a prática e uso diário. Também vale a pena ressaltar que, ao contrário de outros modelos do passado, não existe nenhum jeito de fixar essa base numa parede (BOO!).

Também acompanha o produto uma fonte de alimentação modelo PNLV236LB com entrada bivolt (100~240 volts) e saída de 5,5 volts x 1 ampere…

… compatível com o padrão de tomada nacional e equipada com um cabo de alimentação de ~1,8 metros de comprimento. E além das pilhas recarregáveis, também acompanha o produto um cabo de telefone padrão RJ11.

Até aqui o que podemos conferir é que o KX-PRW110 é um equipamento bonito, funcional e muito bem acabado — o que cá entre nós era o que esperávamos de um telefone sem fio da Panasonic (duh!)

Porém a parte mais interessante desse produto não está nisso e sim na sua interação com o mundo dos smartphones mas, como isso é feito?

A resposta para isso é meio complexa, já que esses recursos mais avançados desse aparelho ficam escondidos por trás de comandos identificados por códigos de três dígitos que até lembram a chamada (ou uma call) de uma subrotina de programa.

Para ser mais exato, esses comandos são acessados pressionando-se o botão de atalho [Menu] seguido pela tecla [#] que pede um código numérico de três dígitos.

Por exemplo, para o aparelho procurar e configurar uma rede Wi-Fi disponível no local é preciso utilizar o código “523” (ou como diz o manual “#523“) que deve ser inserido da seguinte maneira:

No geral, a interface Wi-Fi do KX-PRW110 é compatível com o padrão 802.11 b/g/n e pode trabalhar com IP fixo ou DHCP. A seleção do Ponto de acesso pode ser manual (SSD + senha) quanto via WPS.

Outro recurso bem interessante dessa interface é que ela também pode funcionar como uma estação repetidora de sinal de Wi-Fi

…permitindo assim expandir o alcance do smartphone pela casa.

Porém, a Panasonic recomenda que esse recurso só seja utilizado se a base do telefone estiver realmente afastada do roteador, caso contrário pode ser que o som seja entrecortado por instantes durante as chamadas da linha fixa. O mesmo pode acontecer caso o usuário já tenha um dispositivo repetidor de Wi-Fi instalado na sua casa.

O uso dessas chamadas “#xxx” pode parecer estranho e até não muito amigável, mas o nosso palpite é que a Panasonic optou por essa solução como uma maneira pragmática de não sobrecarregar a sua interface do usuário com funções complexas que o usuário só vai usar de vez em nunca.

Fora isso, o uso dessas chamadas por código também permite um acesso direto e rápido a uma função do nosso interesse, além de permitir que a empresa inclua e/ou retire recursos do sistema sem ter que mexer na interface do usuário. Para nós, o único problema dessa solução é que o usuário vai precisar de ter sempre em mãos o manual do usuário para configurar esses recursos.

Mas voltando ao que interessa, com o telefone sem fio devidamente configurado e ligado na rede Wi-Fi, é preciso instalar no smartphone a app Smartphone Connect que está disponível para download gratuito na App Store e no Google Play. Segundo a empresa, até quatro smartphones podem se conectar ao mesmo tempo no KX-PRW110.

No nosso caso, usamos a versão para Android, onde devemos passar pelas diversas etapas de permissões e autorizações antes de entrar de fato no programa.

E na primeira vez que executamos essa aplicação no smartphone, ela pede autorização para iniciar a procura da base do telefone sem fio…

… sendo que e uma vez localizado e identificado o mesmo (no nosso caso o KX-PRW110 com endereço MAC bc:c3:42:68:2g:3c) basta confirmar o mesmo…

… que a app está pronta para uso:

Note também que surge um ícone que fica sempre ativo na barra de notificações, que informa se o smartphone está conectado (verde) ou não (vermelho) à base do aparelho:

No geral, essa app se comporta com um telefone (duh!) com opções para fazer ligações pela linha do celular (Telemóvel), pela linha fixa ou entre os aparelhos conectados na mesma base (Intercom).

Fora isso, essa aplicação permite consultar a agenda telefônica do smartphone e usar seus números para ligar na linha fixa, além de registrar as chamadas efetuadas, recebidas e não atendidas.

Fora isso também é possível configurar o sistema para redirecionar mensagens de SMS recebidos pelo smartphone para serem apresentadas na tela do monofone.

Entre as outras opções adicionais disponíveis estão a possibilidade de enviar números de contato da agenda do smartphone para o monofone, além de musiquinhas de toque e fundos de tela:

Neste último caso, basta selecionar uma imagem já armazenada na memória do smartphone, recortá-la na proporção da tela do monofone…

… enviá-la para o aparelho…

… e selecionar a mesma no seu menu de configurações para ter um monofone com a sua cara dela:

Finalmente o submenu programar concentra as opções de configuração restantes:

No geral, trata-se se um aparelho bem interessante para aqueles que procuram por algo novo e diferenciado nesse mercado de telefones sem fio. O seu uso é relativamente  simples e intuitivo com exceção da parte de conectar a base do aparelho na rede Wi-Fi da casa ou do escritório, já que essa parte não dispensa uma leitura mais minuciosa do seu manual de instruções.

E é claro que nessas horas se o negócio apertar você pode sempre contar com aquele amigo ou parente meio nerd que manja tudo de computador né?

O seu preço sugerido é de R$ 599 e pode ser encontrado nas melhores lojas do ramo e também na lojinha da empresa.

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.