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Os novos chips móveis da Intel

Durante a palestra sobre mobilidade, apresentada ontem í  tarde por Marcelo Gonçalves, gerente de produtos de mobilidade para a América Latina na Intel, pude ter uma boa idéia de qual é o “roadmap” da empresa nessa área e uma palhinha do que está vindo por aí­ em breve.

Em primeiro lugar, se você acha o Santa Rosa o máximo, espere cerca de um ano. É quando está previsto o lançamento do Montevina, a próxima geração da plataforma de tecnologia para notebooks Centrino, da Intel. Dentre os destaques estão um novo processador (codinome Penryn, feito com processo de 45 nanômetros), uma interface de rádio melhorada com suporte a 802.11a/b/g/n e WiMax, decoder integrado para ví­deo de alta definição (Blu-ray e HD-DVD, integrado ao processador de ví­deo), consumo de energia reduzido e componentes fisicamente 40% menores, o que o torna adequado também para uso em mini-notebooks e sub-notebooks. Antes dele, deve chegar ao mercado (provavelmente no começo do ano, a data não foi mencionada) um “refresh” da plataforma Santa Rosa, com processador a 45 nm com menor consumo de energia. Esse refresh muito provavelmente manterá o nome atual de Centrino Duo.

Outra coisa interessante foi a solução de um mistério que começou no ano passado, quando a Intel vendeu toda a sua divisão responsável pelos processadores XScale para a Marvell. Não fazia muito sentido, se livrar do desenvolvimento de tecnologia para sistemas embarcados justamente durante um “boom” nos dispositivos (celulares e PDAs avançados, tablets para acesso í  Internet)  que demandam tal tecnologia. Mas agora as coisas se encaixam: em vez de trabalhar em evoluir o XScale, a Intel achou mais vantajoso concentrar esforços e “reduzir” e aprimorar tecnologia e plataformas já existentes para uso em dispositivos móveis.

Marcelo comentou a existência de dois processadores móveis derivados da tecnologia do Pentium M, chamados A100 e A110 (codinome “Stealey”), baseados no processo de 90 nm com 512K de cache. Juntos com o chipset Intel 945GU (“Little River”) eles formam a base para a plataforma Intel Ultra Mobile 2007, para dispositivos “small form factor” com baixo consumo e alta performance. A100/110 podem ser novidades, mas a Intel já está planejando seu sucessor, codinome Silverthorne. Pouco se sabe sobre ele, exceto que é baseado no processo de 45 nm e será usado em Mobile Internet Devices (MID) e UMPCs. Deve aparecer no mercado em 2008.

A Intel sabe muito bem a importância do mercado móvel e ultra-móvel, e vai fazer de tudo para reproduzir nele a liderança que tem no desktop. Marvell e Samsung que se cuidem.