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Os celulares mutantes da Motorola

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Existem certos produtos que não adianta ficar ouvindo falar sobre seus recursos. É preciso um contato mais pessoal para entendê-los. Esse foi o caso do Rokr E8, que pude ver ao vivo e em cores na coletiva de ontem (01/07) da Motorola, que incorpora um conceito que a empresa chama de “Morphing”, um termo imortalizado pelos Power Rangers no Brasil que cunhou, a partir dela, o hilário verbo “morfar” (eu morfo, tu morfas, ele morfa, nós morfamos…). quando o correto deveria ser (acredito eu) “metamorfosear” ou até mesmo “mutar”.

A idéia por trás do Morphing é de criar um teclado sensí­vel ao contexto, que apresente dinamicamente apenas os comandos necessários para a aplicação que está sendo utilizada, resultando assim num layout mais simples, limpo e intuitivo. Isso foi possí­vel graças ao uso da tecnologia ModeShift, que combina elementos como uma superfí­cie sensí­vel ao toque e botões retroiluminados. O resultado pode ser visto na imagem acima – a partir da esquerda, o E8 desligado ou dormente, no modo telefone, no modo player de música e modo câmera.

Entretanto, o mais interessante nesse teclado é um curioso sistema que produz um feedback táctil das teclas “virtuais”, apesar da superfí­cie ser totalmente rí­gida. Segundo representantes da Motorola, essa tecnologia funciona a partir de um princí­pio piezo-elétrico que não é um teclado de bolhas, não gera choques, muito menos uma vibração. A sensação no meu caso foi a mesma de usar um mouse da Apple, cuja superfí­cie inteira do periférico afunda para gerar o clique. Essa resposta fí­sica é muito importante para o usuário, pois ela passa a certeza de que o comando foi acionado, gerando assim maior envolvimento e confiança no uso do celular.

Outro recurso que merece destaque é seu semicí­rculo luminoso que fica ao redor dos botões de navegação. Ele também é sensí­vel ao toque e seu alcance funciona mais ou menos como a barra de rolagem vertical do Windows – o começo e fim do seu curso estará sempre sincronizado com o iní­cio e o fim da lista (mesmo no caso de centenas de opções). Assim não é necessário ficar rodopiando o polegar para alcançar algum item mais no fim da lista.

O ModeShift também está presente em outros produtos da casa – como o ZN5 – porém não tão “mutante” quanto o E8.

Outro produto que me chamou a atenção foi o novo MOTORAZR V9 Ferrari  Special Edition, produto oficial licenciado pela casa de Maranello que combina o excelente padrão de construção da linha V8/V9 com as cores da equipe e já vem carregado com vários temas, toques, ví­deos e até um joguinho de corrida com o carrinho vermelho e que deve chegar í s lojas em agosto.

Curiosamente, esse celular veio antes até do V9 padrão e faz parte de uma estratégia da Motorola de criar edições limitadas com resultados bem interessantes em especial na linha MOTORAZR V8, cuja construção utiliza aço inox, vidro endurecido e pintura metálica de alta resistência permitiu criar modelos com um visual realmente diferenciado como Azul metálico, prata cromado e até preto com dourado – um luxo!!!.

Finalmente, fiquei impressionado com o desenho do Motozine Z10, que í  primeira vista, parece ser mais um modelo flip inspirado no RAZR, mas que é na verdade um slider. Mais interessante ainda foi ver que, ao abrir o Z10, sua base também “dobra” aproximando ainda mais o microfone na boca do usuário.

Como eu disse, tem coisas que a gente só presta atenção quando põe a mão no bicho…

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

  • amo os mutantes eu tambem sou