Onde nascem os Nokia Lumia 710?

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Uma vez que você visita uma fábrica de eletrônicos, ela ainda continuará a ser uma fábrica de eletrônicos, independente do que é produzido ali: todo mundo usando proteção antiestática, robôs soldando peças e mais peças dentro de máquinas e cuspindo placas e um pequeno exército de humanos que monta as partes, checa se está tudo certo e envia para armazenamento e posterior transporte para venda. Lembra da fábrica de PCs?

Com smartphones, é a mesma coisa – e a Nokia começou a fabricar seu novo smartphone Lumia 710 em sua planta de Manaus (seu irmão Lumia 800 – leia nosso review – é importado da Finlândia). Fizemos um tour rápido pela fábrica na semana passada, quando a Nokia anunciou seus planos para tentar retomar a liderança em smartphones no mercado brasileiro.

Se o Lumia 800 ainda é o topo de linha dos Windows Phones finlandeses (enquanto o Lumia 900, com tela maior, não chega), o 710 tem tudo pra ser hit de vendas: tem capinhas coloridas, um design simpático e um preço sugerido razoavelmente bom (R$ 999, com boas ofertas nas operadoras associadas a planos de dados).

Como é comum em visitas a fábricas, nada de fotos. Todas as imagens daqui são oficiais da Nokia.

Foram cinco meses de preparação envolvendo muito, e principalmente, treinamento de equipes além de novos equipamentos de testes e de produção. E no início de fevereiro os primeiros Lumia 710 começaram a ser produzidos em uma ala especial da fábrica da Nokia em Manaus.

Apesar do espaço da finalização do processo, onde eles recebem os softwares das operadoras, a montagem final e são embalados, não ser grande, são três turnos e uma produção diária que a companhia prefere manter em segredo por questões de mercado.

O processo de montagem das placas do Lumia, primeiro Windows Phone produzido pela finlandesa em Manaus, segue a mesma linha de todos os 14 modelos que a empresa fabrica no local, em um ambiente mais aberto. Mas os cuidados são redobrados no espaço do segundo andar da empresa onde eles são finalizados.

Essa ala, na verdade, não é nova e nem foi feita especialmente para os aparelhos com sistema operacional da Microsoft. Ela foi inaugurada com a produção dos modelos N8 e E5 e hoje estão nesse ambiente outros aparelhos, como o Nokia 500 e o Asha 303, por exemplo.

O controle para a entrada nesse ambiente é mais rigoroso e os cuidados se justificam pelo fato de os processadores utilizados serem muito mais potentes e rápidos e, da mesma forma, mais sensíveis à estática. E, claro, para evitar “curiosos”.

Os modelos Asha, por sua vez, ganharam um destaque na estratégia da Nokia. Além de atenderem a uma demanda no mercado brasileiro por terminais intermediários entre um feature phone e um smartphone, deverão representar um papel importante na plataforma de exportação. Isso porque a produção do Lumia ficou restrita ao mercado brasileiro e para os demais países será dado pela fábrica mexicana, a pedra no sapato de Manaus. Então, o melhor agora é vender Asha para os países vizinhos.

Falando em fábricas, o Conversations (blog oficial da Nokia em inglês) tem um tour oficial da fabricação do Lumia 800 em Salo, na Finlândia.

Wanise Ferreira, editora do Mobilidade e Negócios, viajou a Manaus a convite da Nokia. Todas as opiniões aqui são nossas. 

Sobre o autor

Wanise Ferreira, especial para o ZTOP

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