OMAP 5 vem aí (lalalalala)

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A Texas Instruments, velha de guerra, vem com tudo para brigar pelo lucrativo mercado de smartphones. E a munição é pesada, que pode mudar o jogo – daqui a um ano, mais ou menos.Para quem não está familiarizado com a Texas Instruments no mundo de hoje e ainda lembra dela como fabricante de calculadoras científicas, são os chips OMAP – que são sistemas completos em uma única peça – que equipam o Motorola Milestone, o Nokia N900, entre muitos outros aparelhos bacanas do mercado.

O OMAP 5 é invocado: são dois núcleos Cortex-A15 rodando a até 2 GHz, conjugados com dois núcleos Cortex-M4, que assumem quando não é necessário alto desempenho, para conservar bateria. Para efeito de comparação, os Cortex-A9, que começarão a aparecer nos novos gadgets de 2011, como o tablet Blackberry Playbook, tem 50% menos poder que o A15. E o A9 é hoje um dos processadores mais poderosos do mercado, capaz inclusive de colocar o Tegra 2, da Nvidia, para correr.

O poder é tanto que a Texas Instruments prevê algumas mudanças de paradigma nos portáteis. Em vez de tela sensível ao toque, aparelhos equipados com o OMAP 5 conseguiriam processar gestos feitos no ar, simplesmente interpretando o que “enxergam”.

Transmissão de dados segura sem fio também é um dos atributos do chip, e esse possível picoprojetor faz dele um gadget quase irresistível.

O grande lance dos chips OMAP é a possibilidade de deixar que os fabricantes de celulares se preocupem apenas com o projeto dos aparelhos, sem precisar gastar uma fábula desenvolvendo um processador próprio. Todo o processamento de dados e áudio e vídeo é feito pelo OMAP. Aí, é só espalhar as interfaces, os capacitores, inserir o chip de comunicação – que em alguns casos vem embutido junto à CPU, como no caso dos chips da Qualcomm – colocar a tela e mandar para o mercado.

O OMAP 5 ainda vai demorar um ano e meio para chegar ao mercado, já que temos pela frente todo o ciclo do OMAP 4, que mal chegou aos aparelhos, mas é bom ver que os fabricantes de chips estão disputando na cotovelada um espaço dentro dos aparelhos de última geração. E no meio disso, a ARM vai faturando royalties, enquanto uma certa empresa que tem problemas de chipset insiste em colocar X86s nos celulares, mas ninguém caiu nessa ainda. Veremos quem leva a melhor.

Sobre o autor

Jô Auricchio, editor convidado

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