O que fazer com um iPad na mão das crianças?

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Sabemos da boa relação dos tablets com humanos, felinos e orangotangos (e até mesmo lagartos!). Mas com crianças, o que fazer?

Como tio de seis pirralhos, sei bem que os mais novos têm uma habilidade incrível para lidar com interfaces sensíveis ao toque e sem botões – não dá, claro, para deixar um iPad ou qualquer outro gadget mais caro nas mãos deles sem supervisão de um adulto (sim, é caro e frágil, não custa lembrar).

Nosso chapa Jô Auricchio, pai da Luna, conta a seguir um pouco da experiência dela – de apenas 4 anos – com o iPad e seus aplicativos favoritos.

Tenho uma menininha de 4 anos em casa que é vidrada por tecnologia. Ela tem um notebook antigo adaptado com Computer Cool School (um teclado infantil e atividades especiais da Fisher Price), uns joguinhos para o Kinect e até um iPod Shuffle velho de guerra. O teclado foi muito bem aceito, especialmente pela canetinha. Mas nada teve o impacto do iPad.

O primeiro app que comprei – ainda na loja brasileira – foi Histórias de Embalar. Achei que seria um livrinho simples, mas fiquei surpreso. Voz sintetizada de primeira, com entonação correta, boas ilustrações (como as que abrem este post) e historinhas bacanas por apenas US$ 0,99 cada (o app é gratuito, você paga pelas histórias).

Além de “ler sozinho”, o app também traz o texto, que, na fase de alfabetização, ajuda a criança a relacionar os sons com as letras. E se os pais preferirem, dá para usar as historinhas como um livro comum, para contar historinhas à moda antiga.

Toca Hair Salon

Como a oferta de jogos é inexistente (ainda) na App Store brasileira, fiz uma conta americana e achei um aplicativo fantástico: Toca Hair Salon (US$ 1,99). É um simulador de cabeleireiro tão divertido que a família toda disputou o iPad por dias para lavar, secar e enfeitar os personagens. Até um cachorro igual ao meu o joguinho tinha!

O último app infantil é o Drawing Pad (US$ 1,99). Ele é um aplicativo de pintura que imita a lógica do mundo real: os lápis, pincéis e papéis ficam guardados em uma gaveta. Com uma canetinha para tablets – que tem a ponta emborrachada – a resposta tátil é muito bacana. Foi com esse aplicativo que minha pequena aprendeu a pintar dentro das linhas de um desenho, e depois continuou a fazer isso com seus lápis e desenhos do mundo real.

Que fique claro: não sou educador profissional, sou apenas um pai preocupado em oferecer a tecnologia como ferramenta e não como um fim para minha filha. Jogos têm seu valor, mas acredito que os gadgets de hoje precisam ter uma função maior que simplesmente divertir. E para vocês, quais apps valem a pena na hora de deixar seus aparelhos com as crianças?”

Sobre o autor

Henrique Martin

Henrique Martin é o fundador do ZTOP+ZUMO e da newsletter de tecnologia Interfaces. Já escreveu na PC World, PC Magazine, O Estado de São Paulo, Folha de S. Paulo e criou o ZTOP+ZUMO em 2007, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC.

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