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ZTOP explica: O que é um Ultrabook? (versão 2013)

Os primeiros desktops e placas-mãe com a nova plataforma Intel Core de quarta geração, anunciada pela Intel na Computex 2013, já estão disponíveis no mercado brasileiro, e os notebooks e ultrabooks chegam às lojas a partir do terceiro trimestre, de acordo com a companhia. E o mais bacana: a Intel também disse o que um computador precisa ser para ser classificado como o mítico Ultrabook.

Primeiro, os novos Intel Core: com codinome “Haswell”, já dá para encontrar (promete a Intel) placas-mãe da Asus, MSI e Gigabyte e desktops da Qbex, CCE e Positivo. Identificados com o novo selo abaixo (mais vertical que a geração anterior)…

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…os Haswell têm dois itens que para mim merecem destaque (detalhes técnicos em um futuro review da plataforma que já está nas mãos do Nagano). O primeiro é a promessa de aumento ostensivo na duração de bateria dos portáteis com esse tipo de processador:

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E o segundo é um aumento no desempenho de vídeo integrado ao sistema – algo que a Intel agora afirma que bateu em capacidade/recursos placas dedicadas da concorrência. Uma das demos que vi lá na Intel hoje com 3D Mark foi impressionante (mas, de novo, deixo isso a cargo do japa) – e os novos chips são compatíveis com telas 4K e múltiplos monitores.

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A nomenclatura básica dos novos Intel Core: Note que duas linhas são dedicadas a ultrabooks.

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E finalmente entramos na questão “o que é um ultrabook?”: na prática, é um nome inventado pela Intel para incentivar seus parceiros de hardware a criar máquinas com recursos incríveis, mais finas, leves e poderosas. Hoje, essa definição inclui também o termo “híbrido”, já que os vindouros computadores dessa categoria têm tela sensível ao toque ou se convertem em tablets.

O conceito de ultrabook foi lançado na Computex 2011 (mas nada me tira da cabeça – e nunca nenhuma das partes vai admitir – que o MacBook Air é o “ultrabook original“). Em 2012 vieram as máquinas com tela touch incentivadas pela chegada do Windows 8, e agora o mote é o “dois em um” dos ultrabooks híbridos.

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E essa é a lista do que, para a Intel, significa um ultrabook hoje. A coluna da esquerda quer dizer “2012” e a da direita “2013”. Apesar de longa, a lista me parece menos rígida do que já foi no passado.

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Vendo mais de perto, um ultrabook 2013 precisa ter:

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Curiosamente, recursos como portas USB 3.0 e Thunderbolt não fazem parte dessa lista oficial da Intel, e pelo visto a espessura importa mais do que o peso final do produto.

Fernando Martins, presidente da Intel Brasil, explicou o motivo do USB 3.0 (que não é exatamente um padrão novo no mundo dos PCs) e do Thunderbolt não estarem na lista: “Isso adiciona custo para o fabricante, que pode não querer repassar isso para seu consumidor. Não queremos restringir a inovação para o que o fabricante quer”, disse. Ou seja, é importante, mas se o OEM quiser fabricar algo mais barato, pode vender sem USB 3.0.

Martins também respondeu uma pergunta interessante: o brasileiro quer um ultrabook, mas vai à loja e acha caro. O que fazer nesse caso? “Hoje temos 14,5 milhões de PCs no mercado brasileiro com mais de quatro anos de uso, sem uma experiência razoável para o consumidor. O que conseguimos fazer é que o ultrabook lidere a inovação no mercado de PCs, e que essa inovação siga por outras máquinas, mesmo que elas não se classifiquem como ultrabook. Então um notebook de R$ 1.000 com Intel Core novo vai ser inspirado por um ultrabook. E esses mesmos R$ 1.000 vão comprar uma máquina melhor que a de dois anos atrás“, explicou.

Ah sim, a Intel agora bate na tecla de que os PCs tudo-em-um vão substituir (ainda que lentamente, por causa de um atraso do mercado brasileiro em relação ao resto do mundo nessa categoria de produto específica) o desktop. Isso o ZTOP defende desde o ano passado e acredita que é o futuro do (velho-e-bom) PC de mesa.

 

 

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin