O que acontece na CES quando o todo-poderoso chega?

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Estava eu caminhando pelo estande da Samsung na CES 2012 quando aparece uma caravana de coreanos seguindo algumas pessoas aparentemente muito importantes. Em resumo, elas atropelaram todo mundo.

Primeiro deu para ver que eram coreanos muito bem arrumados, popstars talvez. Peraí, licencinha…

Com uma cabeça a menos na frente, deu para entender que o cara importante é o senhor de terno bege à direita.

A imprensa oriental estava em polvorosa, disparando flashes para todo lado – e o estande parou.

Perdi o timing do clique, mas juro que tinha umcoreano tirando auto-foto com o sr. importante no fundo.

E assim a caravana seguiu para ver os produtos mais importantes do estande. 

Resolvi seguir com minha caminhada pelos longos corredores do pavilhão central e, quando estava indo para o pavilhão norte, encontro com a caravana de novo: o homem, perguntei para um funcionário da Samsung, é o “chairman da companhia”  – mas os americanos não sabem o nome dele.

Um Google básico revela que ele é Lee Kun-hee, chairman da Samsung, um homem que vale 6,8 bilhões de dólares. E que a visita dele estava programada para algum dia da CES, “de acordo com fontes”.

Até achei que, pelo aglomerado – aqui fora do estande – ele faria algum pronunciamento. Que nada. Falou baixinho, para alguém com gravador ali ao lado. Muito prazer, mr. Lee. Nessa hora, vi que um executivo poderoso pode causar tanta bagunça numa CES quanto celebridades.

 

 

 

Sobre o autor

Henrique Martin

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin

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