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O mundo virtual mais perto de você

IDF Fall 2008 (dia 0) – Em um mundo cada vez mais conectado com seus celulares, blackberries, messengers, redes sociais e Twitters da vida, a Intel acredita que a evolução desse cenário poderá estar numa maior intervenção da máquina sobre o cotidiano das pessoas, não no sentido de dominar e sim no sentido de ajudar a organizar suas vidas numa sociedade cada vez mais exposta à imensa quantidade e ao imediatismo das informações que, se não for bem aproveitada, pode mais atrapalhar do que ajudar.

Essa é, de um modo geral a visão do chamado CVC “Connected Visual Computing” um conjunto de novos modelos de uso computacional que permitirá que as pessoas consigam compartilhar informações e experiências através da rede por meio de sofisticadas — porém bastante intuitivas — interfaces visuais onde elementos captados do mundo real serão combinados com informações digitais, resultando numa visão mais rica do mundo que nos cerca.

Mas para que isso seja possível existem vários desafios a serem ultrapassados como a melhoria da capacidade de processamento dos atuais servidores, aumento da velocidade e do alcance das redes de dados (com e sem fio), o desenvolvimento de sensores e clientes (dispositivos de uso pessoal) que permitam que o usuário se mantenha conectado a qualquer hora em qualquer lugar e novas aplicações capazes de tirar proveito de todo esse ecossistema.

Explorar cada um desses tópicos é assunto para vários posts (mais sobre isso depois), mas eu gostaria de destacar um interessante componente que resume bem esse conceito que, curiosamente, nem é uma aplicação visual e sim um componente de software:

O chamado Context Engine é um sistema de análise baseado em servidor que combina as informações do mundo real e analisa os mesmos com sua base de dados através de uma série de regras definidas pelo sistema e os resultados interagem com as informações de comportamento transmitidos e recebidos pelo usuário através de seu dispositivo de uso pessoal.

Um bom exemplo dessa aplicação poderia ser uma espécie de secretária eletrônica capaz de gerenciar a suas atividades do dia a dia. Por exemplo, o Context Engine poderia usar as informações de localização física do usuário (captado via GPS e enviado pelo seu cliente) e verificar, por exemplo, se seria uma boa hora para ir ou voltar do trabalho, de acordo com as informações de trânsito disponíveis na web. Do mesmo modo, o sistema pode sugerir rotas alternativas usando o Google Maps e mesmo avisá-lo que ele precisa comprar um medicamento e que,  coincidentemente, existe uma farmácia no caminho e o tempo estimado para parar e fazer a compra não irá comprometer seus compromissos, e mesmo que isso ocorra mas a demanda pelo medicamento for maior, o sistema poderá até remarcar seus compromissos.

A beleza desse conceito é que o Context Engine é uma ferramenta genérica e que pode ser adaptada para qualquer tipo de aplicação onde alguma decisão possa ser tomada à partir de regras claras, o que não tem nada de bruxaria, apenas lógica pura e uma infraestrutura capaz de atender à demanda do sistema.

Esse desenvolvimento quando liberado para o mercado, pode acelerar o desenvolvimento de novos produtos que pode ser desde um sistema de navegação de carros mais esperto até um sensor biométrico que monitora as funções vitais do seu usuário e que poder orientá-lo tanto em um tratamento médico ou mesmo alertá-lo que você anda muito nervoso e que deveria esfriar a cabeça.

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.