Números enormes: Portáteis na América Latina (segundo a HP)

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HP Connecting Your World Berlin 2008 -No último dia o evento, o grupo de sistemas pessoais da HP responsável pela América Latina fez uma apresentação especí­fica sobre esse mercado, que já foi comentado em post anteriores. Restaram alguns slides interessantes que mostram uma visão geral de como anda o mercado de portáteis, ou seja, crescendo, crescendo, crescendo…

O gráfico acima mostra o número de unidades vendidas nos últimos 12 meses (até o primero trimestre de 2008) o que mostra um crescimento global de 30% na região e de 45% para a HP.

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Esse quadro traz uma visão mais analí­tica de cada mercado especí­fico e, por se tratar de uma apresentação da HP, ela foi a única empresa identificada (azul claro). Ela mostra a liderança da marca em praticamente todos os paí­ses da América Latina, com exceção do Brasil, um dos maiores mercados, cuja liderança está nas mãos de uma marca local, que depois descobri que começa com “P” e termina com “O”. ;^)

Esse talvez seja o grande desafio da empresa: como crescer no mercado brasileiro, já que como disse alguns executivos durante algumas conversas, a HP nunca iria abrir mão de seus padrões de qualidade apenas para brigar por preço.

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A tabela acima é ainda mais interessante porque ela mostra o crescimento do segmento de portáteis se comparado com o de desktops ou seja: desktops + portáteis = 100%. Esses números mostram que o número de notebooks vendidos já ultrapassou o de desktops em certos mercados latinos como no Chile (52%) e que outros como a Colômbia (43%) seguem o mesmo caminho. Porém, em outros paí­ses como o Brasil e a Argentina essa relação ainda está nos 20%, apesar de que, podemos notar que, por aqui, a fatia de mercado mais que triplicou desde o iní­cio de 2006!

Sob um certo ponto de vista, deve ser meio complicado para um executivo americano acostumado com veí­culos sofisticados a preços acessí­veis entender um mercado como o nosso, onde as pessoas aceitam pagar  caro por um carro com câmbio manual, sem freios ABS nem airbag.

Mas se levarmos em consideração que, no passado, ainda se vendia por aqui carros sem espelho lateral direito ou bancos sem encosto para cabeça as coisas parecem estar melhorando, já que, aos poucos mais e mais motoristas começam a se “viciar” com certos itens de conforto como trio elétrico e ar condicionado. É tudo uma questão de tempo e educação.

Sobre o autor

Mário Nagano

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World.
Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

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