Números enormes: os 36,3 megapixels da Nikon D800

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A Nikon anuncia hoje (7) a D800, sua nova câmera DSLR com 36,3 megapixels de resolução com sensor full-frame. O novo modelo sucede a Nikon D700 (de 2010) e é uma espécie de irmã mais em conta da topo de linha Nikon D3X.

Diz a Nikon que a nova D800, com corpo em liga de magnésio, tem um sensor CMOS de 36,3 megapixels (7360 x 4912 de resolução) em formato FX (35,9 x 24 mm) – o maior desenvolvido pela companhia japonesa até hoje, com gravação de imagens em formato JPEG e RAW. A fabricante afirma, em comunicado de imprensa, que a D800 tem ISO variável entre 100-6.400, com opção de uso de ISO 50 (Lo-1) e até 25.600 (Hi-2). Repetindo: 36,3 megapixels. Minha Sony NEX-5 faz 14 megapixels e já lotei meu HD com menos de um mês de uso.

Vídeo? a D800 faz em full HD 1080, a 30/24 quadros por segundo e HD 720p a 60 quadros por segundo (ambos em formato H.264/MPEG-4 AVC com até 29:59 com compressão B-Frame).

A D800 tem ainda uma tela LCD de 3,2 polegadas (921 mil pixels) com controle de brilho, saída HDMI, HDR automático, USB 3.0, disparo de até 4 quadros por segundo (6 quadros por segundo com módulo de bateria adicional). A Nikon afirma que o ciclo de duração do obturador é de 200 mil ciclos. A câmera tem compartimento duplo para cartões de memória (Compact Flash e SD) e permite gravar imagens em RAW e JPEG em cartões separados, assim como vídeo e fotos (isso é bem legal, não?).

O preço sugerido da câmera nova lá fora é de US$ 2.999,95 (apenas o corpo) – um tanto abaixo do preço da D3X (cerca de US$ 8 mil nos EUA).

Mais fotos da câmera:


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O que aconteceu aqui antes?

Recebemos um e-mail com o press release (comunicado oficial) da D800 via agência de imprensa da Nikon Brasil. E publicamos o mais rápido possível no início da noite de segunda (6). Ei, assessores de imprensa, de vez em quando a gente lê e-mails, viu?

Só que a agência da Nikon Brasil, sem saber, ignorou o embargo da Nikon-mãe e disparou os e-mails (Nagano recebeu, o povo do Terra Tecnologia recebeu, a turma do Gizmodo recebeu, provavelmente todo mundo que escreve sobre tecnologia recebeu). Veja uma cópia aqui.

Quando fui informado do embargo, a nota já estava no ar, com chamada no nosso superparceiro Terra e links no Engadget e no Nikon Rumors (sim, esse povo é tão ou mais rápido que a gente).

Após ligações e e-mails desesperados, decidi remover as informações do ar (por volta das 20h) e esperei dar meia-noite para atualizar o post novamente com os dados oficiais.

Como o povo do The Verge disse, a agência da Nikon “jumped the gun”. Se antecipou, deu um tiro antes. Acontece, independente do país ou da agência. Não devem ser culpados disso.

Ao pessoal da Nikon Brasil, minhas observações de “jornalista-que-vaza-produto-antes-da-hora“: são boas notícias para a Nikon como marca.

No momento que escrevo esse update, o post já tem mais de 32 mil 33,7 38,1 mil pageviews e crescendo, com gente do mundo todo vindo nos visitar. Logo mais, no rebote do anúncio oficial, terão mais e mais visibilidade. Se o produto fosse potencialmente ruim, o vazamento seria negativo. Mas não é. Vocês são Nikon, não o xing-ling que vende na esquina.

Então, aproveitem o dia que um site brasileiro foi mais rápido que vocês (e espero ansiosamente para testar uma Nikon 1, tá? Somos fãs das câmeras de terceira geração)

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E mais fotos da câmera, em novos ângulos:

Sobre o autor

Henrique Martin

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin

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