Números enormes: 2 milhões de caronas no Waze Carpool

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O CEO da empresa diz que caronas já são “hábito” no Brasil e anuncia a criação de pontos de embarque/desembarque em São Paulo para os usuários do sistema – o primeiro do tipo no mundo.

Confesso que eu não sou o público-alvo do Waze: não tenho carro, trabalho em casa, não vejo motivos para pegar uma carona usando o serviço Carpool, que completou um ano de operação no Brasil. Mas sem querer, sou usuário do Waze: no táxi, no Uber, no 99.

Brinco que o Waze tem manias perto de casa (daquelas de dizer ao motorista que uma curva à esquerda é um “mantenha levemente à esquerda” e o motorista achar que errou o caminho, ou fugir de uma rua movimentada com semáforos, seguir pela rua paralela e depois ter que cruzar essa mesma rua em um local com mais trânsito. Mas OK, faz parte.

E tem o Nagano, que ainda usa TomTom.

Mas voltando ao noticiário habitual: Noam Bardin, CEO do Waze, veio ao Brasil esta semana para falar da expansão do Carpool, e foi muito interessante ver que – por eu não ter o perfil de usuário do Waze – existe um mundo totalmente à parte dos usuários do serviço Carpool, disponível no Brasil desde agosto de 2018.

A primeira delas é que o foco é tirar carros da rua (e melhorar trânsito), incentivando funcionários de empresas e alunos de universidades a usarem o serviço – quem mora perto, dá uma carona para o outro, e o valor que o Carpool paga ao motorista é mais para “ajudar a pagar a gasolina” do que ser uma empresa como Uber ou 99, onde pessoas sustentam a família com o dinheiro que ganham dirigindo com apps.

“Segurança é um desafio para quem usa pela primeira vez. Mas aos poucos os usuários criam uma comunidade que se conhece e viaja junto com frequência”, disse Bardin, ao ser questionado sobre segurança do passageiro.

“Uma passageira pode escolher só ser levada por motoristas também, existe um controle sobre com quem você está viajando”. E isso da “comunidade” ocorre porque as viagens são mais longas que uma corrida rápida da sua casa até a estação de metrô mais próxima a dois quilômetros de distância (meu caso).

O Waze também anunciou o lançamento de um projeto piloto que vai ajudar usuários e motoristas do Waze Carpool a se encontrar com mais facilidade – servindo como área de espera e facilitando embarque/desembarque. Os locais foram escolhidos após o Waze analisar os dados e perceber que são áreas de grande demanda.

São quatro pontos de encontro sinalizados na cidade de São Paulo:

  • Av. Hélio Pellegrino, 1341
  • Av. Cidade Jardim, 125
  • Praça Luís Carlos Paraná
  • Viaduto Antártica (Av. Francisco Matarazzo com Rua Pedro Machado)

E um parklet (nome chique para “calçada que se expande para a rua”) na Rua Raul Saddi, 70, no Butantã.

Sobre o autor

Henrique Martin

Henrique Martin é o fundador do ZTOP+ZUMO e da newsletter de tecnologia Interfaces. Já escreveu na PC World, PC Magazine, O Estado de São Paulo, Folha de S. Paulo e criou o ZTOP+ZUMO em 2007, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC.

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