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Notas da Zumo-caverna: uma olhada no Core i7

corei7_intro

Terminados os testes com a placa-mãe P6T Deluxe da Asus e antes de fechar a caixa, não resisti à tentação e fui ver como é o novo processador Intel Core I7 – que já tinha visto em fotos e funcionando dentro de um PC, mas nunca em cores e ao vivo.

No equipamento fornecido pela Asus Brasil, o Core i7 aparentemente veio com o próprio cooler fornecido pela Intel (que parece ser uma versão bem mais elaborada do que aqueles que já vi até hoje para soquete LGA 775 com seu tradicional sistema de fixação com quatro pinos auto-travantes — que não é lá dos meus preferidos, mas que funciona bem quando se aprende como instalá-lo). Como distração adicional, a ventoinha acende quando ligada, proporcionando um interessante efeito visual.

corei7_com_cooler_small

Ao remover o cooler e os resíduos de pasta térmica, temos a primeira visão do Core i7 que, aparentemente, não tem muita diferença do encapsulamento anterior, apesar de ser ligeiramente mais retangular. No caso desse equipamento, o que encontramos foi um Intel Core i7 940 de 2,93 GHz.

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Ao remover o processador, vemos com mais detalhe o novo soquete LGA 1366 e seu curioso padrão de dois “L” que formam um quadrado. Acredito que esse desenho também funcione com uma identificação visual, impedindo que um integrador mais distraído tente instalar um Core 2 no mesmo.

corei7_so_o_soquete_small

No mais, o Core i7 mantém o visual dos seus antecessores:

corei7_top_small

Na parte de baixo, podemos ver o padrão quase simétrico de seus componentes SMD — o que pode passar a falsa impressão de que o i7 940 é formado por dois núcleos físicos montados lado a lado no mesmo encapsulamento o que não é o caso —  mas pode ser no futuro, com a chegada do modelo de oito núcleos já prevista para 2009.

corei7_bottom_small

Como disse, o novo cooler mantém o visual cilíndrico de seus antecessores, porém formado por micro-aletas de alumínio (misturados com cobre?) e um núcleo central de cobre:

corei7_cooler

Uma coisa que me chamou a atenção foi um pequeno interruptor montado na sua lateral com as posições P e Q (seria um ajuste para PWM e Q-Fan?):

Resposta do nosso colega, comentarista e especialista no assunto Anderson Costa: O “P” e “Q”, eu diria que são referentes a Performance Mode e Quiet Mode.  (Brigadão cara!)

corei7_no_socket_switch

Após essa sessão de dissecamento, só nos resta publicar o review da placa-mãe (antes que o pessoal da Asus resolva apertar o meu pescoço). Fiquem ligados.

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

  • anderson

    O “P” e “Q”, eu diria que são referentes a Performance Mode e Quiet Mode.

    Um outro fato que chama atenção, considerando o fato que o cooler realmente seja o boxed da intel, é o adorno visual proporcionado pela inclusão dos LEDs. O que deixa também evidente o direcionamento da Intel para o produto.

  • Maudy

    Na verdade, este cooler é do Core i7 Extreme 965, acredito que o do 940 seja mais simples…mas enfim, melhorou de qualquer maneira, pois os coolers dos extremes do 775 eram de alumínio as aletas e só o núcleo oco de cobre…o led, desde os coolers do extreme, p.ex., do Q9650 já tinha…bom review Nagano…

  • Ronaldo Costa

    Seja por interesse em conhecer ou por qualificação profissional, as pessoas que se interessam por blogs de tecnologia normalmente conhecem um pouco ou muito mais que leigos e assim esperam que as materias de tais blogs ampliem seus conhecimntos. O presente artigo conseguiu a facanha de diminuir meu conhecimento a respeito do novo e divulgado como “revolucionário” processador i7 da Intel pois as fotografias e o texto não acrescentam nada ao que toda a imprensa especializada, o site da Intel e os palpiteiros de plantão estão comentando a respeito do mesmo desde os primeiros dias de seu lançamento. Vocês poderiam ao menos aprender algo com as publicações automobilísticas que quando analisam um carro usam o modelo mais sofisticado e equipado para informar o que de melhor o produto pode oferecer, ora, se a coqueluche do momento é o core i7 965 extreme edition rodando a 3.2 GHz cada núcleo com duplicação virtual graças ao ressucitamento do processo HT desenvolvido nos velhos Pentiuns de alta velocidade, porque centrar a matéria em um “fusca” i7 940 ? faltou grana para importar um processador de verdade ou para contratar um engenheiro “INTELigente” capaz de comentar com brilhantismo as peculiaridades do processador ?
    Senhores, a ciência e tecnologia, com todas as suas limitações são o último reduto dos que tentam buscar a verdade sem mistificação, pois qualquer cidadão minimamente informado já percebeu que o principal valor social da atualidade é a “esperteza”, com tudo de demeritório que o termo carrega, assim, façam um grande favor para este leitor cansado de ser enganado. Elevem o nível das matérias de cunho tecnológico e deixem a “enganação” para os temas políticos.

  • Interessante sua observação sobre veículos Ronaldo.

    O que aprendi com essas reportagens é que, realmente, todo mundo adora falar das maravilhas dos modelos topo de linha e de seus potentes motores 2.0 ou mais. Nada contra, já que sonhar ainda é bom e de graça e é interesse do fabricante mostrar o melhor que o seu produto pode oferecer.

    Mas as vezes, fico pensando qual a validade desse tipo de matéria já que boa parte dos consumidores sai da concessionária numa versão mais simples, com um aviso de “use o cinto” para tapar o buraco do conta-giro, rodas de aço e motor 1.0/1.4? E isso num país onde airbag e câmbio automático ainda são considerados opcionais de luxo enquanto até Homer Simpson já têm isso no carro dele.

    Mas se você se sente triste, frustrado ou só está rodando a baiana por que a gente não teve acesso ao Core i7 de 3,2 GHz, fique feliz cara: o “fusca” i7 que a Asus mandou pra gente veio com o motorzinho preparado, rodando a 3,65 GHz! Coisas que só esses chips marcados como “Intel Confidential” são capazes de fazer.

    Mas vamos lá, repete comigo:

    Happy happy, joy joy!
    Happy happy, joy joy!
    Happy happy, joy joy!
    Happy happy, joy! joy! joy!

    Te vejo no review da P6T.

    [ ]s

    M.

  • Defacer

    Po falta falar das caracteristicas tecnicas do processador….
    Não falou quanto tem de cache se roda bem, quais as novas vantagens…

  • Calma Defacer (esse é seu verdadeiro nome?)

    Vamos por partes:

    Esse post não é um review muito menos uma análise técnica. É apenas uma nota rápida sobre algo bacana que vimos na bancada durante a realização dos testes.

    Se vc quiser informações mais detalhadas sobre o Nehalem, faça uma busca aqui no Zumo ou clique no link do Core i7 940 que já tinha colocado no texto:

    http://processorfinder.intel.com/details.aspx?sSpec=SLBCK

    [ ]s

    M.

  • anderson

    Palpiteiros e entendidos existem em qualquer lugar, e a internet popularizou e massificou a existência e a proliferação deles.

    Tenho como regra o seguinte, se eu não gosto do produto, seja um objeto, serviço ou informação, eu simplesmente não consumo mais.

    Quanto a contratar um engenheiro inteligente, isso é muito relativo. Já vi vários que se maravilhavam com as características do produto, que exacerbavam toda a beleza tecnica e científica, mas na hora da prática, mostrar para que o produto veio e existe e vale o que o fabricante cobra, conseguiam ofuscar toda essa beleza.

    Infelizmente, esperteza é algo disseminado culturalmente no Brasil, presente em todas as áreas, e não apenas um fato isolado da área de informática ou como se convenciou a dizer nos últimos anos, a área de TI.

    Creio também que toda crítica é bem vinda, por mais destrutiva que ela seja. Mas não podemos esquecer de quem fala ou escreve o que deseja, corre o risco de ter uma resposta que não quer.

    Vários detalhes técnicos, não apenas de informática, mas de todas as áreas, são de pouco valor prático. O seu valor é vital para a concepção e desenvolvimento.

    Assim, dissertar sobre detalhes técnicos para as massas, conforme a linha utilizada, por mais precisa e justa que seja, acaba prestando um deserviço para quem lê e uma tremenda frustração para quem faz. E respeitando as devidas proporções, isso ode ocorrer com públicos mais seletos.

    Citarei um exemplo, quando trabalhei num fabricante de cooleres, adora escrever relatórios e criar tabelas e gráficos sobre o comportamento dos coolers frente ao ambiente de operação proposto pelo cliente. A frustação veio quando todos eles pegavam o relatório e simplesmente iam diretamente para a seção de fotos, e depois as tabelas de performance, nem sequer liam o relatório, onde eu relatava todas as questões acerca do uso.

    Fui obrigado a mudar completamente o formato do relatório por conta de que alguns clientes tiveram problemas porque não leram o relatório, foram diretamente para uma tabela que tinha o produto favorito do engenheiro de produção que nem se deu ao trabalho de ler a legenda, que mostrava o uso em desktops regulares, e não no sistema que ele precisava. Em suma, pegou o pior produto para a condição que ele necessitava.

    A partir daí, os relatórios se resumiam a fotos e uma única tabela com os valores de temperatura máxima e mínima e a ambiente, sem qualquer tipo de consideração.

    Ou seja, procuramos oferecer algo que as pessoas precisam, mas nem sempre acertamos a forma com que elas precisam. Eu procuro ao invés de chutar o balde, fazer um comentário o mais respeitoso possível. Um resultado ruim não é necessariamente culpa apenas de quem está fazendo o produto, mas de outros elementos envolvidos.

    No caso do jornalismo, o profissional pode até desejar testar o melhor, mas ele simplesmente pode não estar disponível ou estar reservado em regime de exclusividade, e então procuramos oferecer o melhor que está em nossas mãos.

  • M.

    Parece que este veio mesmo pra ficar