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Notas da Zumo-caverna: Badaboom (ou supercomputador ao alcance de todos)

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Para quem não sabe, recebemos para testes um sistema completo baseado na nova placa-mãe ASUS P6T Deluxe e como era de se esperar, o pessoal da Asus Brasil não perdeu a oportunidade de causar uma boa impressão e colocou tudo de bom e do melhor que eles tinham no estoque, incluindo duas placas e vídeo ASUS ENGTX285 TOP baseado na plataforma GeForce GTX 285 tinindo de novas e montadas em SLI (uia!).

Obviamente a capacidade gráfica dessas belezocas serão avaliadas no review da placa-mãe, mas aproveitei o feriado de carnaval para fazer algo diferente e resolvi brincar de GPGPU com um dos primeiros produtos desenvolvidos em CUDA para usuário final: o Badaboom Media Converter.

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O Badaboom é um pequeno utilitário que converte arquivos de vídeo e até DVDs para um formato compatível com os diversos players do mercado como os iPod Nano, Classic e Touch, Blackberry Bold, Apple TV, You Tube, Sony PS3 e PSP, Microsoft Zune,  Xbox 360 e até mesmo vídeos para PC em Full HD (1080p). O codec usado é o H.264 e o arquivo de saída, o MP4.

Henrique comenta: quando o Nagano me mandou um SMS avisando que o Badaboom estava no ar, lembrei da Leeloo.

A partir uma interface simples e intuitiva, o usuário pode escolher o formato de destino, selecionar a resolução de saída e o nível de qualidade da imagen (quanto melhor, maior o arquivo), diretório de saída e iniciar o processo, que pode demorar de menos de 10 minutos até mais de uma hora no caso de saídas em Full HD.

Segundo a NVidia, o Badaboom utiliza os stream processors das suas atuais GPUs (até 240) para acelerar dramaticamente o desempenho da aplicação. Infelizmente, o programa ainda não tem suporte para SLI (quem sabe numa próxima versão), de modo que ele tem de ser desativado por software.

Entretanto, a atual versão 1.1 lançada no final do ano passado traz um suporte bastante peculiar para multi-GPUs, ou seja, o usuário pode abrir o Badaboom mais de uma janela e processar um filme diferente em cada uma, direcionando a carga de processamento para uma ou outra placa gráfica. Assim é possível converter literalmente duas vezes mais informação (e em paralelo) ao mesmo tempo, multiplicando por dois a sua produtividade — e tudo isso sem incomodar a CPU. Nos testes realizados quando deixamos o PC rodando apenas o Badaboom, o uso do processador ficou em torno de 5% com picos de até 15%.

Curiosamente para que esse modo funcione, é necessário que cada GPU esteja conectada num monitor. :^P

Para esse teste, utilizamos nosso conteúdo de DVD de referência — com 4,35 GB de dados — que num PC moderno costuma levar mais de uma hora (ou até horas em PCs mais antigos)  para ser processado no AutoGK na sua resolução nativa e em XviD.

Segue abaixo uma lista dos tempos medidos para processar o filme nos formatos mais populares. Note que no modo de qualidade mínima tem como o objetivo de obter o menor arquivo de saída, ao contrário do modo de máxima qualidade, que pode resultar num arquivo realmente grande. Por default o programa assume um meio termo entre tamanho e qualidade. Todos os parâmetros restantes não foram modificados.

badaboom_tabela_testes_a

O que podemos ver nesses números é que se levarmos em consideração que a resolução de um filme em DVD é de 720 x 480 pixels, o Badaboom também é capaz até de fazer upscaling até 1080p, o que demanda mais esforço por parte da GPU. No geral, esses resultados realmente chamam a atenção e são um exemplo muito interessante do que a tecnologia GPGPU é capaz de fazer.  Sob um certo ponto de vista, isso explica por que o pessoal de verde e o pessoal de azul lá de Santa Clara andam se estranhando ultimamente.

De qualquer modo, preciso fazer algumas medições com programas que fazem a mesma coisa (por exemplo, converter um filme DVD direto para iPhone/iPod) e comparar os resultados.

Alguma sugestão?

Henrique comenta (2): Nagano, eu uso o Handbrake no Mac para converter arquivos para iPod touch. Em um iMac de última geração, leva em torno de 40-50 minutos para converter um filme em AVI para MPEG-4.

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

  • Kan

    Bom… eu uso mediacoder.

  • fabio

    Quando sai o rewien desta maravilha… sabe me dizer aonde acho micros com essa placa? sou de sp… só acho via mercado livre a placa avulsa.. os micros montados levam a placa da intel…

    abraços.. ótimo blog by the way

  • usando pocket divx encoder em P4HT 3.0 – filme covertido em 150min (2h30′)

    Mas sobre esse negócio de supercomputador, ainda quero ver um teste de linux instalado num PS3 e seu processador mítico 8 núcleos – tenho um, mas sou noob total em linux!

    Tanto que a Unicamp faz pesquisa de simulação biológica usando 12 PS3 em cluster!

    “São muito mais estáveis que qualquer cluster [aglomerado de PCs] com que já trabalhei”, diz a pesquisadora argentina Monica Pickholz. Os videogames funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana. Só pararam uma vez, quando ‘acabou a força e o gerador não funcionou'”

    http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL146410-6174,00-UNICAMP+USA+PLAYSTATION+PARA+REALIZAR+PESQUISAS.html

  • e esqueci de um grande detalhe, um ps3 é mais barato do que essa placa mãe P6T deluxe.

    Pesquisando no ML, essa placa está a bagatela de 1.500,00, fora o precessador i7 (+1.300,00).

    Brasileiro, e pobre, é dose!!! Preciso me candidatar a deputado – que sabe um castelo, um desktop com essa placa e um ps3!!!