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Hands-on: Nokia Wireless Charger by Fatboy (recarga sem fios!)

O Nokia Lumia 920 é um dos primeiros smartphones à venda no Brasil com o recurso de recarga sem fios (ou por indução): basta encostá-lo a uma base compatível com o padrão Qi e pronto, a bateria é recarregada sem precisar usar um cabo e uma tomada conectados ao aparelho. 

A base de recarga sem fios usada aqui é uma Nokia Wireless Charging Pillow by “Fatboy” (DT-901), que nada mais é do que uma estação de recarga com uma almofada colorida em volta. A Fatboy é uma marca moderninha de móveis vinda da Holanda e com lojas mundo afora e seu produto principal é um pufe grande e fofo no mesmo formato da base feita com a Nokia (e que custa, em média, US$ 80 na Amazon).

Aqui no Brasil, a Nokia vende apenas a base DT-900, sem a almofada Fatboy, pelo valor sugerido de R$ 199 em suas lojas do mundo real.

O padrão usado pela Nokia é o Qi (lê-se “chi”), desenvolvido pelo Wireless Power Consortium e que já vem sendo adotado por outros fabricantes – o LG Nexus 4, que será anunciado semana que vem por aqui, usa esse padrão (e tem sua base à venda nos EUA já), assim como o vindouro Samsung Galaxy S4. Além do Lumia 920, os modelos Lumia 820 (já à venda por aqui) e Lumia 720 (que não deve sair por aqui) têm uma capa adicional que permite o uso de uma base sem fios para recarga.

O WPC tem uma lista enorme de produtos que já usam a tecnologia, incluindo capinhas para iPhone. Logo, se a base e o telefone seguem o mesmo padrão Qi, devem funcionar juntos.

E como funciona essa recarga sem fios?

A base, claro, precisa estar conectada à tomada. Tanto a estação quanto o aparelho têm uma bobina interna – um transmissor para a base e um receptor para o telefone. A ideia não é nova: Nikola Tesla já falava disso no século passado.

Uma corrente alternada é enviada pelo transmissor, gerando um campo magnético e induzindo a voltagem na bobina receptora, gerando energia para recarregar a bateria.

Segundo o WPC, a tecnologia serve para uso em produtos que demandam até 5 Watts de potência, como telefones e escovas de dente elétricas, e o consórcio já estuda a aplicação da tecnologia em produtos que consumam mais energia (notebooks? tablets?)

E qual a utilidade disso, já que ainda é preciso ligar algo à tomada? Simples: uma base Qi serve para diversos aparelhos, e na hora da recarga é só encostar o smartphone lá. Em um mundo ideal futurista, lojas do Starbucks e de outros cafés podem ter estações grátis de recarga: basta comprar uma bebida e só encostar seu telefone à base para dar uma carga extra.

Voltando ao Nokia DT-901: a capa da almofada, feita em nylon, tem um fecho em velcro (com uma mensagem quase ilegível em alto-relevo: “Whoosh! Slide Charger in here” – coloque o carregador aqui).

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Lá dentro, está a estação de recarga…nokia wireless charger fatboy - 03

…que, ao ser removida, mostra a almofada propriamente dita:

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A estação de recarga é essa aqui (e se você comprar uma DT-900, é igualzinha): uma base de plástico com uma conexão 2,5 mm para o fio que segue até a tomada (em um cabo longo vermelho de 1,8 metro!).

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A almofada (que parece maior que a capa, por sinal):

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E o conector 2,5 mm (se fosse microUSB, seria mais útil ainda):

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A única coisa sem graça do carregador é que sua fonte/tomada não acompanha o vermelho do resto do produto:

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Na hora de usar, nenhum botão para apertar: basta ligar à estação à tomada e colocar seu telefone em cima. Um LED indica que o processo de recarga está em andamento (e é bem discreto).

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E pronto, o telefone está sendo recarregado. Para ficar na mesa do escritório ou num canto da sala de estar, é um belo acessório.

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Bônus track:

Tenho outros dois produtos com recarga sem fios em casa: uma escova elétrica Philips Sonicare (de três anos atrás) e um fio dental elétrico Air Floss, também da Philips (é um treco que joga jatos de água e ar entre os dentes). Liguei a base da Fatboy na tomada do banheiro: a escova não funcionou (por ser mais antiga, talvez), mas o Air Floss recarregou direitinho:

airfloss

 

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin