Nokia: tchau Symbian (mais ou menos), oi Qt, oi MeeGo

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Depois do furacão pré (e pós) Nokia World, mês passado (saída do OPK, novo CEO, demissão do Anssi Vanjoki), a Nokia divulgou hoje seus resultados financeiros: teve um lucro maior, vai demitir 1.800 funcionários no mundo todo (aumentar efetividade blablabla). Pro mundo deste Zumo, o mais interessante é que o Qt vai, finalmente, ser a plataforma única de desenvolvimento para aparelhos da marca, sejam eles Symbian ou MeeGo. Na prática, o que isso significa? Para quem tem/terá um novo Nokia, atualizações contínuas de sistema operacional.

No fim das contas, essa “evolução” do Qt vai levar ao fim da plataforma Symbian como planejada até então. Se o Nokia N8 roda Symbianˆ3, atualizações constantes e melhorias de sistema planejadas para o Symbianˆ4 já poderão, aos poucos, ser implementados nos aparelhos: logo, não existe mais Symbianˆ3 ou Symbianˆ4, apenas… Symbian. Mais ou menos como a própria Nokia fazia com atualizações passadas em aparelhos (como o 5800 e o N97) e num esquema bem similar ao que a Apple faz com seu iOS (Android, acho que tem uma lição para você aqui: fragmentação não é legal).

Acredito que a Nokia irá avisar os limites de cada aparelho para o tipo de atualização, do mesmo modo que ocorre no iOS (como iPod touch 2a geração rodando iOS4 sem multitask, por exemplo). Evitar dor de cabeça pro consumidor como ocorre com o Android (e a Motorola sabe bem disso) é bom e conserva a reputação.

Para os desenvolvedores, a boa notícia é que elevar o Qt (pronuncia-se “cute”) a framework único, criar apps para Symbian e MeeGo significa a mesma coisa. E com isso a Nokia mostra que entrou no bonde do HTML5, já que o Qt tem suporte nativo a esse padrão.

Em tempo: o Meego ficou pra 2011 mesmo.

Agora a Nokia precisa ajustar também o tempo entre o anúncio de um novo produto e sua chegada ao mercado. Novamente, comparo com a Apple: anunciaram ontem o MacBook Air, já está nas lojas.

Sobre o autor

Henrique Martin

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin

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