Nokia Lumia 800 x N8: qual a diferença nas câmeras?

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Antes da virada para a plataforma Windows Phone com os Lumia e do zumbi N9, o smartphone Nokia N8 foi o último grande aparelho da turma de Espoo, lançado no Brasil no final de 2010. Câmera de 12 megapixels com flash Xenon, saída de vídeo HDMI e capacidade de conectar dispositivos USB diretamente eram alguns dos atrativos.

Então, como muita gente comentou no review do Lumia 800 que ainda usa o N8 (recém-atualizado para o sistema operacional Symbian Nokia Belle) por conta da boa câmera, coloquei os dois smartphones com lentes Carl Zeiss para ver o resultado em condições distintas de luz. Nada científico, apenas pura observação: as fotos a seguir são resultados das fotos de 12 (ou 9, quando em proporção 16:9) megapixels do N8 e de 8 (ou 7) megapixels do Lumia 800.

Antes das fotos, uma observação importante: a câmera do Lumia 800 é muito mais rápida. Um toque no botão lateral e menos de um segundo depois a câmera está pronta para clicar. Quase dois anos de evolução tecnológica contam para o novo aparelho topo de linha da Nokia, certo?

Na ordem a seguir, a primeira foto é sempre a tirada com o Lumia 800 e a segunda, com o N8. Sempre com configuração automática, sem flash, no maior tamanho possível. O N8, sem que eu modificasse algo, trocou sozinho o formato das fotos no final – e ainda continua com o flash sempre ligado (grrr) quando você liga a câmera.

A delícia de tostar no ambiente corporativo com lâmpadas fluorescentes produz uma primeira imagem curiosa: é ruim nos dois casos. Estourada no Lumia, um pouco borrada no no N8.

Aí você olha pro editor à sua frente fazendo caretas e percebe que as duas câmeras tratam a cor de maneira bem distinta: o Lumia 800 esquenta o ambiente, o N8 é mais fiel à cor real.

Idem para as maçãs na cozinha…

Na rua, com iluminação natural, a coisa muda de figura e as fotos do Lumia 800 ficam mais frias, e as do N8, quentes. Igualmente boas, para mim.

Apesar de deixar no modo automático, tentei fazer uma foto macro (na teoria, o foco se acertaria sozinho). O Lumia 800 se perdeu, o N8 acertou na mosca.

Virando a cabeça para cima, novamente a diferença de cor. Aqui, eu prefiro o Lumia.

Com o sol se pondo, o Lumia gerou um contra-luz mais interessante também (quase que eu perco o clique do avião com o N8).

De volta ao mundo corporativo, tem uma lâmpada de luz quente. O N8 se deu melhor aqui.

Ao anoitecer, ainda com um pouco de sol, os resultados começam a piorar. O Lumia 800 manteve a estabilidade de imagem, o N8 não.

E já no escuro, esqueça. A cena abaixo é a mesma do avião lá em cima.

Curioso notar que, no escuro, o N8 ficou com resultados enevoados.

E para não dizer que não gosto de flash, nosso amigo tamanduá iluminado artificialmente:

Em outra cena com um pouco mais de luz, de novo o Lumia 800 se mostrou mais estável.

No fim das contas, os resultados são mistos: razoáveis dentro de luz fria, bons com luz do sol, terríveis à noite. Hoje, claro, prefiro o Lumia 800 ao N8, de quase dois anos atrás. Quer uma câmera de verdade mesmo no telefone? Vá nesse aqui

(e se leu este post, leia também o review do Nokia Lumia 800)

Sobre o autor

Henrique Martin

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin

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