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Review: Nokia Asha 501

O Nokia Asha 501 representa uma nova fase da fabricante finlandesa relacionada a aparelhos básicos que já vêm com recursos de smartphone. É preciso entender que é um featurephone evoluído, voltado a um público que dá seus primeiros passos na internet (e no Facebook, mais notadamente), e que precisa de conexão em determinados momentos, não a toda hora.

A primeira reação de muita gente que mostrei o Nokia Asha 501 foi “nossa, que lindo” (e depois “nossa, que tela fraquinha“)

E é lindo mesmo. Já falei isso por aqui mais de uma vez, e a Nokia deu um passo certo ao unificar o design de suas linhas de telefones: o Asha 501 tem as mesmas linhas de desenho industrial de um aparelho topo de linha, como o Lumia 920 ou o novíssimo 1020.

Para mais detalhes do design do Asha 501, veja meu hands-on inicial.

O software usado no Asha 501 também é uma evolução em relação às versões anteriores dos featurephones da Nokia. Agora, seu sistema operacional se chama Nokia Asha Platform e toda a interface foi renovada.

Se foram os botões frontais clássicos da Nokia, resta apenas um botão “Voltar” na frente do aparelho. Todas as ações são direto na tela, deslizando para a esquerda. A Nokia pegou as lições do finado N9 (descanse em paz, Meego) e levou/aprimorou para o Asha 501, e isso é bem legal.

O vídeo abaixo mostra melhor isso. A interface é fluida e rápida, mesmo com as limitações de hardware do aparelho.

Em resumo, o Asha 501 tem duas telas principais, basta deslizar para a esquerda de uma para outra.

Uma traz as últimas coisas/aplicativos/ligações que você recebeu, em uma “central de coisas” (ideia bem bacana, por sinal) – em inglês, chamada “Fastlane”:

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O menu principal propriamente dito. Vale ressaltar que essa versão que recebi para testes ainda não era a final do produto – por isso a interface em inglês e alguns bugs que relatarei mais à frente:

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E olha só: um Nokia com notificações (vergonhoso para a Microsoft não ter uma central de notificações para os aparelhos com Windows Phone 8, que tem a Nokia como principal apoiadora e fabricante, e isso surgir em um aparelho barato e simples com outro OS). Acesso rápido a Wi-Fi, Bluetooth, ligar/desligar dados móveis e silenciar o aparelho – além de mostrar e-mails recentes e os dois chips em ação):

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E ainda no uso de movimentos sobre a tela, dependendo do aplicativo, “puxar” a partir da base leva a um menu rápido e específico.

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O uso de dois SIM cards distintos de operadoras é bem simples: o Asha 501 pergunta qual linha quer usar na hora de fazer uma ligação e informa qual está em uso ao receber uma ligação. O segundo SIM card, que fica na lateral do aparelho, pode ser trocado com o telefone ligado – o que é uma boa notícia para quem usa mais de duas (?) operadoras. A qualidade das ligações é boa.

Uma menção muito importante é o fato de o Asha 501 usar microSIM cards, iguais aos dos smartphones “comuns”, e não um SIM card simples. Isso pode causar confusão para o comprador que só “quer trocar o chip do telefone pra falar mais barato com a operadora X ou Y”, certo? É algo que a Nokia tem que informar no ponto de venda para não perder consumidores (sempre um risco, já que “não é chip normal”).

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O mesmo vale para dados: nas configurações do aparelho, você decide qual será o chip de dados a ser utilizado.

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Continue a ler:
Review Nokia Asha 501: aplicativos, internet e conclusão

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Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin