Nintendo 3DS: preço, lançamento e detalhes do novo portátil

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A Nintendo, em um evento fechado em Nova York e em Amsterdã, revelou os detalhes do lançamento do 3DS, sucessor do popularíssimo DS (e suas variantes DS Lite, DSi e DSi XL). A Nintendo sabe fazer games portáteis. Desde a época dos Game&Watch, aqueles joguinhos geniais de LCD que foram copiados por meio mundo nos anos 1980, eles dominam. Foi assim com o GameBoy, o GameBoy Advance e com o DS. A Nintendo sempre definiu o mercado de portáteis e com o 3DS, quer mais uma vez mostrar sua superioridade nesse mercado.

O 3DS será lançado mundialmente no final de março. Nos EUA, ele custará R$ 250, um tanto salgado para a economia de hoje. Quando foi lançado em 2004, o DS custava US$ 150. O concorrente  PSP, da Sony, chegou ao mercado custando US$ 200. A Nintendo aposta que o alto preço será justificado por tudo que o novo portátil carrega.

O 3DS tem duas telas, sendo uma delas sensível ao toque, exatamente como o DS. O que muda radicalmente é a tela de cima. A Nintendo adotou uma tecnologia de display que dispensa óculos 3D. O efeito é conseguido graças às dimensões da tela, e à facilidade de ajuste do ângulo de visualização. Em televisores, estáticos na parede, é necessário estar no ponto exato de convergência de imagem para ver o efeito. Na tecnologia usada pela Nintendo, é só mover um pouco o aparelho para conseguir percepção tridimensional. Como nem todo mundo gosta do efeito o tempo todo, é possível desativar ou dosar o efeito 3D. Essa tecnologia para displays 3D é derivada da criada pela Sharp, que já é usada em larga escala em alguns celulares do Japão.

Nagano comenta: Durante a última CEATEC 2010 no Japão, meio que por acaso topamos com um protótipo de celular da Sharp com essa nova telinha 3D (uia!):

O modelo apresentado vinha equipado com uma tela LCD com res0lução nativa de 800 x 480 pixels (a mesma do Motorola Milestone) mas cai para 400 x 480 pixels no modo 3D. Ele também tinha uma câmera com duas lentes na parte de trás para captura de vídeo.

Com relação ao pioneirismo da Nintendo no mercado de games portáteis não podemos esquecer da contribuição da Casio que também fez muito sucesso com seus pads, calculadoras e relógios de pulso com jogos, o meu favorito sempre foi o Digital Invader Game um joguinho extremamente tosco porém viciante onde os aliens nada mais eram que uma fileirinha de números aleatórios (0 a 9) que tentavam chegar do outro lado da tela e vc intrépido combatente espacial precisava setar sua “arma desintegradora”  (0 a 9) para pulverizar o respectivo invador! (Uma versão para Windows pode ser encontrada aqui).

De qualquer modo eu torço pelo triunfo do 3DS já que para mim a Nintendo representa um tipo de empresa cujo sucesso sempre veio mais do lado da criatividade e inovação de seus produtos, enquanto que a concorrência investe na força bruta de seus consoles meio sem personalidade nem alma.

E mesmo se não tivesse o display 3D, o 3DS seria um tremendo portátil. Ele tem poder de processamento e vídeo equivalente ao GameCube, que foi o console mais poderoso de sua geração, mas acabou ficando atrás do PlayStation 2.

Finalmente a Nintendo percebeu que a oitava economia do planeta no hablas español e anunciou que o 3Ds terá o português do Brasil como língua selecionável dos menus (yay!). Ele também terá câmera 3D na traseira do aparelho e câmera normal na frente.

O principal problema dos consoles da Nintendo é a falta de suporte de desenvolvedores externos de qualidade, os chamados third parties. Pois parece que a Nintendo fez a lição de casa e recrutou os melhores do mercado para colocar o 3DS de pé.

Vejam alguns dos games que sairão na primeira safra do 3DS:

Resident Evil The Mercenaries 3D

Parecido com Resident Evil 4 (e isso é um tremendo elogio), com os personagens mais amados, zumbis fedorentos infectados por Las Plagas e muita sanguinolência. EM 3D! Não fica melhor que isso…

Dead or Alive Dimensions

Apesar de ser uma série que sempre apelou para o volume das glândulas mamárias das lutadoras, Dead or Alive tem muito valor. Os combates são velozes, a estratégia de luta lembra muito um combate real (você precisa explorar pontos fracos e encaixar os golpes na hora certa) e quase não há troca de projéteis. É um bicho totalmente diferente de Street Fighter, mas é bacana de jogar. E falando nele…

Super Street Fighter IV 3D Edition

Porrada maravilhosa, magias lindas e destrutivas, caras incríveis de sofrimento e variedade nos combates sem prejudicar o equilíbrio. Super Street Fighter IV é imperdível, e com as adições de jogabilidade, parece ser o jogo obrigatório para acompanhar o Nintendo 3DS.

Com bons jogos próprios e com um exército de jogos de terceiros, a Nintendo tem tudo para emplacar forte o 3DS. Tomara que ela tenha um controle mais rígido quanto aos jogos, pois foi a enxurrada de porcaria lançada no DS que afastou os grandes desenvolvedores do portátil e acabou erodindo a imagem do console.

Sobre o autor

Jô Auricchio, editor convidado

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