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Hands-on: Nikon 1 J2

Pouco menos de uma semana do seu anúncio mundial, a nova Nikon 1 J2 deu as caras na Photo Image Brasil e a fabricante japonesa disse que vai trazer a câmera sem espelhos (também chamamos de DSLM ou câmera de terceira geração) para o Brasil.

Assim como a Canon EOS M, a J2 tem previsão de chegar ao nosso mercado ainda neste semestre (de preferência a tempo do Natal), com preço ainda a ser anunciado e que deve ficar próximo do que a Nikon já cobra (argh) pela J1.

Sob um certo ponto de vista, a J2 é mais uma atualização da J1 do que um novo modelo propriamente dito. Ela agora conta com um corpo metálico (yaaay!) no lugar do plástico..

… e ganhou pequenas mudanças no desenho dos seus controles (em especial, no disco de navegação e nos botões ao seu redor que ficaram ligeiramente maiores) melhorando assim a sua ergonomia.

Seu sensor de 10,1 megapixels formato ’CX’ (fator de corte = 2,7) vem protegido por um filtro interno que impede o acúmulo de poeira.

De fato, as mudanças mais significativas ficam por conta do seu modo de uso, já que a J2 incorpora novos programas criativos como Panorama, fusão de duas fotos diferentes numa só imagem, suporte para HDR, miniatura (também chamado de diorama), troca de cores e o mais importante: a inclusão dos tradicionais modos P/S/A/M (Programa, prioridade de velocidade, prioridade de abertura e totalmente manual). Essas opções não existiam na J1 porque a Nikon acreditava que o público-alvo dessa câmera se interessava por esses modos semi-automáticos, algo que se mostrou bastante equivocado.

A Nikon também anunciou uma nova lente zoom 1 Nikkor 11-27.5 mm (entretanto, o kit de lente + corpo da J2 ainda virá com a mesma lente 10-30 mm da J1). A principal diferença entre elas está no comprimento da 11~27.5 mm … que quando fora de uso (posição L)…

…  é bem mais curta que a que a 10~30 mm original (embaixo), o que torna a câmera mais fácil de ser transportada de um lado para outro.

Interessante notar que — como nas câmeras de bolso — quando fora de uso, parte da objetiva fica recolhida dentro da mesma de modo que quando a colocamos para funcionar ela quase que dobra de comprimento. No caso da 10~30 mm para utilizá-la é necessário girar o anel do zoom para colocar a objetiva na na posição correta, e para que ela não volte acidentalmente para o  “L” existe uma trava na forma de botão na própria lente que limita o movimento do zoom. E quando colocamos a lente na sua posição normal, a câmera também liga automaticamente, agilizando assim o seu uso.

Fora isso, a J2 também pode vir com uma lente grande-angular de 10 mm (equiv. 27 mm).

Segundo Leonardo Botelho, especialista de produtos da Nikon do Brasil, apesar das mudanças na J2, ele não acredita que os atuais usuários da J1 migrem para a J2. Na sua opinião, o upgrade natural da J1 é a V1 ou mesmo uma DSLR de entrada. Ele também comentou que a Nikon 1 é mais do que uma bridge câmera, já que ela também atrai um público que não está interessado nem numa Coolpix ou uma DSLR.

Fora isso, ele confirmou que o case subaquático (WP-N1) também será vendido no Brasil. Já as opções de cores (a Nikon tem seis versões) que virão para cá ainda não foram definidas, mas vimos uma  laranja no estande da marca:

E uma bordô (que só deu para ver por cima do vidro, por conta da bagunça de gente no estande).

Finalmente, quando perguntamos se já poderíamos esperar pelo lançamento da sucessora da V1 para breve — Joel Garbi, gerente de marketing e vendas da Nikon Brasil, explicou que eles não costumam fazer comentários sobre produtos que ainda não foram anunciados.

De qualquer modo, a Photokina já é no mês que vem, né?

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.