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Nehalem tambem tera video integrado

Editor’s day 2008 — Para falar um pouco sobre o futuro processador Nehalem durante o Editor’s Day de Trancoso, a Intel convocou Antônio Rivera (foto), engenheiro de aplicação da empresa que revelou mais alguns detalhes muito interessantes desse chip e de como ele pode repetir o sucesso do Core 2 Duo.

Segundo o executivo, o Nehalem pode ser considerado o primeiro chip da Intel a ser realmente modular como um brinquedo Lego, onde seus “blocos” internos podem ser rearranjados e outros recursos poderão der adicionados ou subtraídos de um projeto para atender diversas demandas do mercado, como por exemplo uma versão com dois núcleos para notebooks, quatro para desktops de linha e até mesmo oito para servidores e alto desempenho.

Até ai nada de mais. A grande sacada do engenheiros da Intel foi de organizar os outros componentes internos do processador em dois grupos distintos: os chamados Cores (núcleos) e os Uncores (não-núcleos).

Como o próprio nome sugere, os não núcleos são todos os elementos que podem ser montados (ou não) ao redor dos núcleos, como gerenciadores de memória (com opção de tipo), canais QuickPath (QPI), mais ou menos cache L3, gerenciadores de energia e até gráficos integrados (uia) que, por sinal, ainda não é o Larrabee e sim uma evolução do atual Intel GMA. Vale a pena notar que um ou mais desses elementos podem ser integrados ao núcleo, de modo que poderá existir versões do Nehalem com mais ou menos canais de memória que poderão ser tanto do tipo DDR2 quanto DDR3. Com isso será possivel criar diversas versões do Nehalem mais voltadas para menor custo, maior desempenho ou até mesmo menor consumo de energia.

Outra novidade é o “Turbo Mode”, um curioso recurso que trabalha em conjunto com o gerenciador de energia quando este desliga alguns núcleos foira de uso para economizar energia. A grande sacada é que caso apareça uma repentina carga maior de trabalho que possa sobrecarregue os núcleos ativos, ao invés de gastar mais energia para ligar os núcleos dormentes, o Turbo Mode simplesmente acelera (sim, overclock sob demanda!) os núcleos ativos para dar conta do recado, baixando o clock do mesmo depois que a necessidade passa.

Com essa idéia integrar recursos ao processador, também muda um pouco o desenho da plataformas Intel. Ao invés do processador depender completamente da ponte norte (chipset Northbridge) para ter acesso aos recursos de memória e gráficos, esse chip desaparece restando apenas um chipset de uso geral codinome Ibex Peak.

Note no esquema acima a presença do iGFx (gpu integrada ao processador) que pode ser uma solução interessante para sistemas atualmente servidos com gráficos integrados, o que, de um certo modo vai no mesmo caminho do futuro processador Fusion da AMD.

Esse conceito pode ir até mais longe, já que o Nehalem com iGFX também poderá se comunicar diretamente com uma ou até duas placas de vídeo discretas ao mesmo tempo. Mais interessante é que a Intel fechou um acordo com a ATI/AMD (uia!) o que permite que duas placas ATI Radeon rodem na plataforma Nehalem em Crossfire (uia! uia!). Isso pode ser até uma indicação de como anda o relacionamento da Intel com a outra empresa de Santa Clara que começa com N e termina com A.

Para quem curte roadmaps e codinomes complicados, segue abaixo algumas informações divulgadas no Editor’s day.

* O editor de testes do Zumo viajou para Trancoso a convite da Intel Brasil .

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.