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NEC cria sistema de identificação biométrica para frutas

A NEC anunciou uma nova tecnologia capaz de identificar/rastrear individualmente um melão Cantaloupe sem utilizar códigos de barras ou sistemas de RFID.

Segundo a empresa, a casca de algumas frutas possuem um padrão individual e único comparável as impressões digitais de uma pessoa. Assim o que a empresa fez foi adaptar o seu know-how na área de biométria ou mais exatamente combinando as técnicas de reconhecimento de faces (que consegue transferir os detalhes de uma imagem tridimensional para uma superfície plana) e de  impressões digitais para o reconhecimento de frutas. Num teste realizado com 1.800 melões o sistema da NEC chegou num nível de erro (confundir uma fruta com outra) de apenas 0,4%.

Ai você pode já estar se perguntando: Por que  cargas d’água uma empresa como a NEC estaria esquentando a cabeça com biometria de frutas? Para entender isso é preciso saber que o preço de algumas frutas no Japão é obscenamente elevado, sendo que algumas delas são até oferecidas como presente para parentes e amigos do mesmo modo que fazemos por aqui com um vinho fino. Um bom exemplo é o melão Cantaloupe que na terra do sol nascente pode chegar a uns 25~30 mil ienes (R$ 497 ~ R$ 597) ou até um pouco mais se você quiser algo mais requintado como um melão de Yubari cujo preço já chegou a bater 2 milhões de ienes a unidade (~ R$ 39.800).

Com um produto tão valorizado naquelas bandas é de se esperar que o consumidor queira ter o máximo de garantias com relação a origem do que está comprando, o que hoje é feito com sistemas de código de barras ou RFID nas embalagens, mas isso não impede que tanto as frutas quanto o sistema de identficacão não possam ser trocadas durante o seu transporte.

Já com o novo sistema da NEC esse problema praticamente deixa de existir já que a idéia é que cada fruta seja fotografada individualmente na sua origem e seus dados biométricos armazenados em um banco de dados que podem ser disponibilizado na internet na forma de serviço. Assim, quando um cliente quiser adquirir uma dessas frutas de luxo, ele poderia tirar uma foto da mesma com seu telefone celular e consultar a base de dados para verificar sua origem.

O próximo passo segundo a NEC é de expandir essa tecnologia para outros produtos agrícolas, o que pode resultar num melhor controle sobre a origem e destino de produtos, principalmente num mercado como o nosso cada vez mais globalizado.

Mais informações aqui.

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

  • Anderson Costa 10/03/2011, 18:09

    Banal para uns, vital para outros…