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Bastidores: Nagano e o Cupom Dourado da Intel

CES 2012: Há anos tenho ouvido do Henrique histórias malucas sobre a CES, mas a minha preferida é a do “dia das coletivas”, onde os jornalistas esperam acampam em loongas filas, muitas vezes optando por perder uma coletiva em favor de outra de maior interesse.

Um bom exemplo foi ontem no centro de convenções do hotel Mandalay Bay,  com diversas companhias fazendo suas coletivas de imprensa uma atrás da outra com intervalos apertadíssimos, entre elas a Intel.

Desembarquei em Vegas às 10h, corri para deixar a mala no hotel e consegui chegar ao Mandalay com uma hora de antecedência (~11:30 hora local). Passei na sala de imprensa para bater um rango rápido (temos nossa própria cartela de racionamento) e pegar mais detalhes do local da coletiva.

Feito isso, fui correndo para o local indicado e, no meio do caminho, notei uma curiosa aglomeração de jornalistas…

… que não acabava…

… por fim fui descobrir que era uma das tais filas que o Henrique falava tanto, nesse caso a coletiva da Samsung que estava programada para acontecer duas horas depois.

Por sorte eu topei com um colega jornalista do Japão (hi Goto-san!)  que me colocou  na direção correta e qual foi minha (não) surpresa ao ver que a Intel também tinha sua própria fila, só que com todo mundo em pé, já que a coletiva começaria em menos de 30 minutos.

Uma curiosidade dessas folclóricas filas é que como o número de assentos é limitado (por questões de segurança), a regra deste jogo é “quem chegar primeiro leva senta”, o que explica essa bagunça. Claro que tem gente que chega atrasada e senta no chão, na maior cara de pau.

O que já aconteceu no passado é que por causa disso, muitas companhias já chegaram a trazer jornalistas de outros países que simplesmente ficaram do lado de fora da sua própria coletiva. Resultado? Reuniões fechadas, e só entra quem foi convidado ou previamente registrado.

Henrique comenta: Vale lembrar que tem muito “jornalista” (algo comum no Brasil também) que só tem interesse em uma coletiva para tentar ganhar um brinde ou uma pastinha pra provar que esteve lá, sem se importar com a informação para o leitor. Por isso, filtros são importantes.

Fato é que não estava muito a fim de ir na coletiva da Intel por conta dessas histórias e da correria da chegada em Vegas. Mas a equipe de comunicação da Intel achou uma solução incrível: passe no evento que a gente garante a entrada com um convite especial (eram dois apenas para a América Latina, e eu iria dizer não?).

Topei a parada e recebi por e-mail um ticket numerado que deveria ser impresso e levado diretamente na entrada da coletiva,  onde o número seria  conferido com meu nome previamente registrado pela Intel.

Apesar dele ser verde, ele me lembrou muito o cupom dourado do livro Charlie and the Chocolate Factory de Roald Dahl, mais conhecido por aqui pelo filme a Fantástica Fábrica de Chocolate.

Ai foi só ir até a entrada da sala da coletiva com cara de otário que não sabe que vai ter que fazer o caminho de volta até o fim da fila, passar pela checagem do convite e ir andando tranquilamente no recinto, escolher com calma o lugar que mais lhe agrade, bater um papinho com os executivos da Intel e se preparar para o show.

Agradecemos a preferência. 🙂

 

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.