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MWC: todo mundo quer Android no ano dos tablets

Android, Android, Android. Se o ET Bilu buscasse conhecimento aqui em Barcelona, ia chegar à conclusão de que só existe um “ecossistema” móvel: Android.

Quem está com o Android? Samsung, LG, Motorola, Sony Ericsson (respectivamente, segunda a quinta posições nos rankings de mercado do Gartner para o último trimestre de 2010), mais HTC, Acer, ZTE, Huawei, SanDisk, Qualcomm, ARM, Marvell, Fujitsu, Intel e quase todo nome conhecido (e desconhecido do mundo dos fornecedores). A briga por pins de Android e qualquer outro brinquedo, drink, adesivo, camiseta ou seja lá o que for com o robôzinho verde é enorme (consegui sete pins distintos, por sinal :P).

A Apple, como se sabe, participa das mídias anti-sociais e não aparece nesse tipo de evento. Faz seus próprios, e faz muito bem. A própria área denominada “App World” me pareceu ter o nome errado, já que a maioria dos aplicativos que vi são voltados para operadoras (o cliente filé mignon para esse povo) e não para o consumidor final. “Services for operators world” seria mais adequado, mas fica longo demais.

Microsoft até tem um estande por aqui, mas zero inovação ou sinais da recém-anunciada parceria com a Nokia. E a Nokia tem um estande para demonstrar sua plataforma Qt, ainda com futuro incerto pós-Windows Phone. Ainda aguardamos a agilidade prometida por Stephen Elop, CEO da Nokia, com um aparelho.

Correndo por fora, BlackBerry e HP, ambas com seus tablets e sistemas que, do jeito que anda a carruagem, não devem ir muito longe. Ou viram algo de nicho especializado ou mudam o foco de vez.

O momento para a indústria de telecomunicações é bastante interessante. Acredito que estamos vendo e vivendo o início da transição (histórica) do velho e bom PC para o smartphone e tablet. No final do ano passado, os smartphones já venderam mais que PCs, e isso não tem mais volta. Com iPad completando um ano agora e novos e mais novos tablets chegando ao mercado com Android este ano (lembrando que SamsungLGMotorola já têm os seus), o cenário fica ainda mais interessante.

Para concluir, entra a incrível frase de Masayoshi Son, CEO do Softbank, que falou com Paul Otellini, da Intel, ontem em um painel aqui no MWC:

“Pensar em cinco anos é óbvio, vamos falar de mais tempo. Nos últimos 30 anos, memória, poder de processamento e velocidade de conexão, graças à Lei de Moore, aumentaram 1 milhão de vezes. Nos próximos 30, um crescimento exponencial de mais 1 milhão vai ocorrer. O conteúdo – aplicativos, plataformas, mídia social – depende da imaginação, que não tem limites”


Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin

  • Diego 17/02/2011, 16:16

    Se hoje já existem coisas que deixam nossos queixos caídos o que esperar de 30 anos à frente? Imagine.

  • Wesley 18/02/2011, 07:33

    Po, podia rolar uns sorteios de brindes pro povão aqui, hein? :p