[MWC 2012] HTC One: um Android para todos dominar?

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O dia zero do Mobile World Congress começou agitado.

No meio da tarde em Barcelona, a Huawei teve um show interessante com seu Ascend D e a promessa de ultravelocidades em quad-core. Logo depois, na confusão da Sony (com gente sentada pelo chão e muito jornalista em pé no fundo para ver meia hora de apresentação morna), foi impossível ver os novos Xperia de perto – nada também que chame muito a atenção, apesar de os aparelhos serem bem bonitos – e correr para a HTC as 21h no horário local.

Nunca tinha visto um keynote de Peter Chou, CEO da HTC. E, bem, ele poderia ter ido, digamos, pelo avançado da hora, direto ao ponto.

Falou de experiências de vida. Da importância do celular/smartphone na vida da gente. E falou do HTC One. Por uns 40 minutos.

De um conceito. De como a música é boa no aparelho. De como as fotos são boas e rápidas nele. De como a interface nova Sense 4 é maravilhosa. Falou, falou, falou. Cadê o aparelho, sr. Chou? Calma.

Falou ainda do lançamento simultâneo mundial do HTC One em mais de 140 operadoras pelo mundo (vejo Oi,Tim e Vivo na imagem abaixo).

HTC One, no fim das contas, é uma família de dispositivos. Hoje são três:

HTC One X, topo de linha, monstro quad-core de 1,5 GHz (Tegra 3), 4,7 polegadas de tela HD,  Android 4.0 (não precisava de HTC Sense, na minha opinião), câmera de 8 megapixels com lente f/2.0 (super luminosa), som Beats Audio, capacidade de fotografar enquanto se filma um vídeo. Terá ainda uma versão com processador Qualcomm Snapdragon S4 com conectividade LTE.

É esse bonitão abaixo:

É ultrafino (8,9 mm) e atrás tem uma pequena protuberância para a lente da câmera. O corpo é estilo único (unibody) em policarbonato.

Diferente dos foblets, o HTC One X tem uma tela de 4,7 polegadas que, apesar de grande, não parece um monstrengo perdido quando você o segura: talvez pela espessura muito fina e o vidro levemente curvado, ele pareça menor – sem perder o conforto visual – na mão.

Mas a câmera do HTC One X é incrível. Rápida entre cliques (0,7 segundo para o primeiro disparo e clique-clique-clique sequencial) e para focar (0,2 segundo para focar). 

A imagem é um dos pontos importantes da família One.

Veja a demo de foto que fiz com o irmão menor, o One S (piadinhas à parte para one-ass, ok?)

O One S é parecido com o X, só que menor, com tela de 4,3″ e processador Qualcomm Snapdragon dual-core de 1,5 GHz. Tem corpo unibody em um material chamado pela HTC de Ceramic Metal bastante resistente, bonito e diferente de quase tudo que tem no mercado hoje em smartphones. E apenas 7,9 mm de espessura.

A aposta da HTC com a linha One é alta. Tem que tentar bater a Samsung, que vem liderando o mercado Android sem fazer muito esforço. Tem que bater os concorrentes chineses, que vêm com força e preço. E tem Apple e – por que não – Nokia correndo em paralelo. Tudo depende, agora, do preço que a HTC colocar nos One. E se realmente vai conseguir entregar em abril, na promessa do CEO Chou.

A HTC ainda mostrou o One V, mas não consegui vê-lo de perto – fica para amanhã no primeiro dia de Mobile World Congress.

 

 

Sobre o autor

Henrique Martin

Henrique Martin é o fundador do ZTOP+ZUMO e da newsletter de tecnologia Interfaces. Já escreveu na PC World, PC Magazine, O Estado de São Paulo, Folha de S. Paulo e criou o ZTOP+ZUMO em 2007, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC.

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