Macro: Motorola Moto Maxx

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A Motorola começa a vender hoje no mercado brasileiro seu novo smartphone topo de linha, o Moto Maxx. Apesar de já ter um ótimo modelo principal (Moto X), o Moto Maxx vai um pouco além e chuta o balde em especificações e recursos.  Pense no X com esteróides (muitos esteróides).

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O Moto Maxx tem todos os superlativos do mercado de smartphones atual: processador mais rápido do mercado (Qualcomm Snapdragon 805 quadcore de 2,7 GHz + GPU Adreno 420 de 600 MHz), 64 GB de armazenamento internos (não expansível), 3 GB de RAM, tela de 5,2″ OLED Quad HD (2560 x  1440, 565 pontos por polegada), Wi-Fi b/g/n/ac, Bluetooth 4.0, 4G/LTE (categoria 4, buuu), NFC, carregamento sem fios, câmera de 21 megapixels (ou 15 mp em 16:9), vídeos em 4K e uma bateria excepcionalmente gigante de 3.900 mAH. Bônus: carregador rápido da bateria incluído na caixa.

Quanto vale? Já à venda pelo preço sugerido de R$ 2.199.

Em resumo, é um Moto X com tela melhor, processador mais rápido e um design, umm, menos interessante.

Ah sim, a Motorola comentou sobre o processo recém-encerrado de aquisição pela Lenovo. Dizem eles que nada muda, a Lenovo ganha o mercado das Américas para smartphones e a Motorola ganha o gigante chamado China (já que estava ausente por causa do Google, que não atua no país).

E que Moto G e Moto X vendem mais que o esperado desde o lançamento setembro e que concorrentes estilo Moto G – como o Zenfone ou o Galaxy A5 – só “reforçam a estratégia da Motorola e veem os competidores seguindo nossa estratégia”. 

De qualquer modo, o design do Moto Maxx segue uma linha diferente das linhas arredondadas do Moto G e Moto X. Se o X é um hipster moderninho da família (fino, magro, elegante), o Maxx é o irmão forte que faz bullying com os primos. Não é um telefone pra qualquer um.

Perguntei pro pessoal da Motorola Brasil se os dois aparelhos não se sobrepõem na escolha do consumidor (ambos topo de linha, com configurações avançadas, preços próximos). A resposta foi que o X “é para quem procura design e estilo”, o Maxx é “para quem quer especificações técnicas mais altas” (ou simplesmente o tarado da bateria portátil cansado de carregar e recarregar seus gadgets).

E, apesar da diferença de estilos, o Android continua “puro”, os comandos de voz e os sensores são os mesmos nos dois produtos – ambos com Android 5.0 garantido assim que for possível.

O acabamento traseiro é feito com nylon balístico que cobre a traseira com kevlar. É tecido mesmo, em uma superfície rígida, protegida por uma estrutura lateral de alumínio. Na frente, vidro Gorilla Glass e proteção repelente a água. Pode não ser lindo (e eu sou entusiasta do Moto X de couro ou bambu), mas foi feito para ser resistente (e, sim, foi feita a piada recorrente de “esse não dobra”).

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Por conta da estrutura, o Moto Maxx não tem tampa traseira removível. Embaixo, vemos a porta microUSB para recarga/conexão ao PC…

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Em cima, o conector de fone/headset padrão 3,5mm:

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E atrás a câmera com flash duplo LED.

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Uma novidade bem-vinda no design do Maxx é o fato de não ter um buraco no logotipo da fabricante na parte traseira, como no G/X.

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Mesmo na frente a mudança de linguagem é bem perceptível: a grelha do alto-falante é mais larga (e vemos ali diversos sensores e a câmera frontal). moto maxx - 08

Outro fato interessante/curioso (e particularmente dispensável) é a adoção de botões físicos para o Android, algo já inexistente em outros modelos da marca. Note a borda metálica ao longo da tela (que, como a do LG G3, é um primor para usar/ver/ler).

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Ainda nas escolhas de design, não existe uma gaveta de nanoSIM card facilmente identificável no Moto Maxx:

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E, claro, é daqueles momentos “por que ninguém pensou nisso antes?”: ela fica escondida no botão de volume, que é removível.

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Simples assim (é chatinho de tirar, mas dá certo):

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A Motorola mostrou um corte do Moto Maxx para destacar a proteção de Kevlar (é a parte fina curva). E esse “sanduíche” no meio é a bateria:

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No microscópio fica mais fácil de ver:

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Como o Moto G/X novos, o Moto Maxx tem uma proteção interna (e externa) contra respingos d’água. Note que não é à prova d’água, mas ajuda contra danos causados pela umidade. Essa é a placa-mãe do Maxx com (à esquerda) e sem a proteção contra respingos – veja que a base do modelo à esquerda tem uma pequena poça de líquido espirrado que escorreu – e a à direita não, já que a água entrou nos componentes.

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Finalmente, o Moto Maxx vem com duas coisas relacionadas a bateria de fábrica: A primeira é o carregador Turbo Charger (sim, é esse ~tomadão~), que já vem na caixa e recarrega (graças às tecnologias da Qualcomm integradas ao processador) a bateria em “até 6 horas de uso em apenas 5 minutos”.

Na prática, recebi uma unidade do Maxx para testes e, com 35% de carga, deixei pouco mais de 15 minutos na tomada: estava com 57% (yay! mas só funciona com o cabo + esse tomadão da Motorola; o recurso Turbo Charger existe no Moto X 2014 também, mas o smartphone vem com um carregador padrão na caixa).

A segunda é a capacidade de carregamento sem fios, que é prática, mas não vejo sentido num aparelho do porte do Moto Maxx. O carregador sem fios (diz a Moto que é padrão Qi) será vendido separadamente e é ótimo para deixar na mesa do trabalho. Por que não faz sentido? Recarga sem fios é muito lenta, e provavelmente será preciso muito tempo para completar a carga no Maxx.

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Sobre a bateria (atualização das 22h30): indicadores de bateria ao ligar na tomada…

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…15 minutos depois…moto maxx - bateria - 2

…30 minutos depois…

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…e 45 minutos depois. De 23% para 63% é realmente… rápido!

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Amostras de imagens da câmera do Moto Maxx (em 15 megapixels/proporção 16:9) feitas agora à tarde no Salão do Automóvel (sim, eu vim ver o Ford Mustang de perto).

Clique para ver em tamanho real em resolução máxima.

IMG_20141105_161702544 IMG_20141105_154739407 IMG_20141105_153154829 IMG_20141105_152034771 IMG_20141105_151916756 IMG_20141105_150618582 (fingindo que ando de Mustang...)

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Em tempo: a Motorola amplia sua linha de aparelhos com ofertas para todos os públicos interessados em Android – do básico (Moto E), intermediário (Moto G), avançado (Moto X) e agora o “avançado plus” com o Moto Maxx. Pelo valor sugerido de R$ 2.199, o Moto Maxx me parece uma ótima escolha perto dos concorrentes (vejo o Galaxy Note 4 e os novos Sony Xperia Z3/Z3 Compact como potenciais concorrentes diretos) e aguardemos os preços de operadoras.

[Motorola]

 

Sobre o autor

Henrique Martin

Henrique Martin é o fundador do ZTOP+ZUMO e da newsletter de tecnologia Interfaces. Já escreveu na PC World, PC Magazine, O Estado de São Paulo, Folha de S. Paulo e criou o ZTOP+ZUMO em 2007, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC.

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