Review: Motorola Moto G (2014)

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O Moto G, da Motorola, foi lançado no final do ano passado com uma nova ideia no mercado de smartphones: um hardware decente rodando Android sem frescuras, com preço excelente, voltado a um público que procurava seu primeiro smartphone (e não queria comprar porcaria muito barata, em resumo).

O resultado foi “o aparelho mais vendido da história da empresa”, nas palavras da própria Motorola, e agora é hora de renovação, com a nova versão do Moto G. Por dentro, é quase o mesmo aparelho original, com pequenas melhorias e alterações.

No geral, o mais impressionante da evolução da linha é o tamanho da tela (e o mote do Moto G é evolução mesmo, pequenas melhorias que tornam o aparelho mais eficiente e interessante). Já falei sobre as diferenças básicas internas do novo Moto G, e agora é hora de explorá-las.

De frente, dá para ver bem – tanto a tela grande quanto os alto-falantes estéreo em grade (e que confundem de vez em quando ao tirar o telefone do bolso, ao tentar ligar o aparelho… de ponta cabeça! E é algo que acontece com o novo Moto X também).

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E, por conta dos alto-falantes na parte frontal, a traseira do Moto G ficou mais limpa.

Qual a diferença de ter alto-falantes estéreo na frente? Essa aqui (filmado em 4K com o Moto X, por sinal):

Vale lembrar que o bom-senso e este ZTOP não recomendam o uso de seu smartphone (qualquer um) como aparelho de som em locais públicos, principalmente ônibus, trens e metrôs. Use fones de ouvido!

Um avanço imperceptível a olho nu nessa nova geração do smartphone é o fato de a Motorola usar uma proteção contra respingos em todo o aparelho, incluindo as partes internas (soa complicado banhar a placa do smartphone com uma camada protetora, mas a Motorola diz que faz isso em todo o aparelho), por isso também a traseira parece mais um bloco único.

A proteção contra água (não confundir com as certificações IP65/67 presente em aparelhos como Galaxy S5 e Xperia Z2, que os tornam à prova d’água/poeira), na teoria, torna o Moto G novo mais resistente a sobreviver após mergulhos acidentais na privada/poça de chuva/copo de Toddy derrubado sobre ele. Mas não é pra tomar banho com o Moto G, tá?

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Detalhe dos alto-falantes, câmera frontal e sensores frontais dos Moto G:

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Acima da câmera, estão o conector 3,5 mm para fone/microfone + um dos microfones de redução de ruído:

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E, em baixo, o conector microUSB para carregar a bateria/trocar dados com o computador:

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Vendo um em cima do outro:

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E a câmera de perto. Depois da tela grande, é a grande melhoria do Moto G. Mas logo mais falo dela.

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Sem a tampa traseira: O novo Moto G (à esquerda) é mais organizado, com os dois slots para microSIM cards próximos, sem nenhum acesso à bateria. E, na parte superior, o slot para cartões microSD – outra novidade muito bem-vinda no modelo. O Moto G original tinha um slot microSIM do lado direito superior e outro do lado esquerdo inferior – e esse alerta enorme de “não remover a bateria”. No G novo, esse alerta de bateria nem é necessário, já que a traseira é um corpo único.

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Ah sim, a câmera: com resolução maior de imagem (8 megapixels) e uma lente mais luminosa (f/2.0), é algo que, lado a lado, dá para perceber que é mais rápida que a da versão anterior.

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E, no fim das contas, me pareceu gerar fotos mais nítidas e com cores melhores. À noite (última foto), a lente mais clara do G novo mostra um resultado um pouquinho mais satisfatório (não gosto de usar flash LED). Clique nas imagens para ver em tamanho completo:

Moto G 2013:

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Moto G 2014:

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Moto G 2013:

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Moto G 2013:

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Moto G 2013:

Moto G 2013

Moto G 2014:

Moto G 2014

A câmera do Moto G novo ainda faz vídeos com resolução 720p e mantém o recurso de vídeos em câmera lenta, também em 720p.

Outra novidade de um dos modelos do novo Moto G a ser vendido no Brasil é o sintonizador de TV Digital. Esse recurso voltou a aparecer em smartphones recentemente por conta de renúncia fiscal oferecida pelo governo brasileiro. Lance celulares com TV, tenha desconto em impostos – é isso, basicamente.

O sintonizador de TV do Moto G, por sinal, é bem simples e precisa desse “rabicho” que atua como antena.

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O app de TV Móvel permite ainda gravar programação e, teoricamente, permite o uso de programação interativa com o Ginga (que, como cabeça de bacalhau, nunca vimos direito).

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Finalmente, a Motorola continua com o conceito das “shells”, capas traseiras removíveis. A versão com TV digital (16 GB internos) veio com essa azul, além da preta.

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E aqui um retrato de família: Moto X novo, Moto G novo, Moto G antigo.

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E o desempenho?  Com Moto G nas duas versões (2013 e 2014)  rodando Android 4.4.4, rodei os testes padrão de desempenho. O resultado? É praticamente o mesmo.

Moto G benchmarks

A tela maior demanda mais bateria no novo Moto G – o resto é muito, muito parecido, já que as configurações internas – são as mesmas (processador quad-core Qualcomm Snapdragon 400 de 1,2 GHz, 1 GB de RAM e o armazenamento interno de 8 ou 16 GB). A interface segue o padrão Android, e não mudou muito em relação ao original.

Conclusões

O novo Moto G representa uma evolução em comparação ao modelo original. A tela maior e a câmera melhor e mais rápida fazem diferença, e o aparelho continua na minha lista de indicações – ainda mais porque está pronto para a próxima geração de Android, versão “L” (e a Motorola costuma ser rápida nos updates). Ainda falta a versão com 4G para completar a linha, porém. A presença de alto-falantes estéreo e a entrada para cartões de memória externos são novidades bem-vindas ao produto.

O problema da Motorola nesse meio tempo foi deixar claro para o resto do mercado de smartphones que simplicidade combina com bons recursos, e a concorrência foi atrás – começando pela iniciativa Android One, do Google (que propõe smartphones de US$ 100 com Android atualizado e bom hardware, ainda restrito à Índia).

No Brasil, vale lembrar que a LG tem aparelhos mid-range interessantes na sua linha L3 e estou bem curioso com o preço do vindouro Asus Zenfone 5, que concorre direto com o Moto G em tamanho de tela (e me parece ter uma câmera melhor, pelo entusiasmo do Nagano).

Em mais de 10 anos escrevendo sobre tecnologia, o Moto G original me lembrou algo que aconteceu com o velho e bom Nokia N95: um monte de gente veio pedir indicação, comprou e aparentemente ficou feliz com a escolha (e, poxa, o Moto G original fez minha irmã offline usar um smartphone!). Creio que o caminho do Moto G novo é o mesmo – e espero que a Lenovo mantenha a simplicidade na linha de smartphones da Motorola quando a compra se concretizar.

 

Resumo: Smartphone Motorola Moto G

O que é isso? Smartphone intermediário com Android 4.4.
O que é legal? Tela grande, câmera rápida, slot para cartão de memória.
O que é imoral? Falta conectividade LTE/4G.
O que mais? Sintonizador e TV digital em um dos modelos; som estéreo; bom desempenho, porém igual ao modelo anterior.
Avaliação: 8,0 (de 10). Entenda nosso novo sistema de avaliação.
Preço sugerido:

  • 8 GB internos:  R$ 699
  • 8 GB + 2 capinhas (uma preta e uma azul turquesa): R$ 729
  • 16 GB + TV digital integrada + 2 capinhas: R$ 799

Onde encontrar: Motorola

Sobre o autor

Henrique Martin

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin

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