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Placa-mãe D945GCLF com Atom: será o mata-Celeron?

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Intel Editor’s Day 2009 – Não faz muito tempo a Digitron da Amazônia anunciou o o início da fabricação local da placa-mãe Intel D945GCLF (que já analisamos aqui no Zumo). Conversei um pouco sobre isso com Reinaldo Affonso, diretor de tecnologia da Intel Brasil, que acredita que ela pode ser mais uma opção para os integradores locais produzirem desktops de entrada sem o processador Celeron, que pode sofrer um pouco com esse lançamento.

Ao contrário de outros produtos baseados no Atom como os Nettops, a D945GCLF (preço sugerido para o usuário final R$ 280) é uma plaquinha mini-ITX compatível com qualquer gabinete ATX, fonte, disco rígido e memória do mercado. Desse modo, ela pode ser facilmente adotada pela indústria local para montar desktops de entrada, simplificando ainda mais o processo já que o processador já vem soldado na placa-mãe, evitando assim a manipulação de um componente bastante sensível.

Reinaldo comentou que a chegada da D945GCLF pode racionalizar a linha de produtos dos integradores que hoje deparam com algumas situações meio bizarras como ter que usar a mesma placa com chipset X31 para montar desde um Celeron até um Core 2 Quad. Segundo ele, ainda existe uma resistência dos integradores com relação a esse tipo de plataforma com processador soldado, já que ela pode ser um problema na hora de detectar problemas em placas que simplesmente não ligam.

Ele disse que esse problema poderia ser facilmente resolvido se os fabricantes mantivessem nas placas-mãe um soquete para testes usado para diagnosticar problemas durante sua fabricação, de modo que o integador tivesse condições de fazerisso em suas instalações. Seria apenas uma questão dos integradores pedirem para os fabricantes manterem essa funcionalidade, conclui ele.

Com relação ao impacto desse produto no mercado, Reinaldo acha que a demanda pelo processador Celeron pode sofrer com esse anúncio, principalmente se a versão com Atom 330 de dois núcleos (a D945GCLF2) chegar por aqui. Já que aí sim começaremos a ver vantagens técnicas se comparado com um Celeron de entradas, concluiu o executivo.

De fato. Com dois núcleos físicos com HT, teremos quatro threads simultâneos o que pode ser uma mão na roda para aqueles que rodam diversas aplicações ao mesmo tempo no PC, um grande avanço se comparado com um Celeron que nunca teve nem HT.

Ainda em tempo:

Reinaldo também revelou que a Intel já está testando intensivamente o Windows 7  e ele ficou simplesmente impressionado como o novo SO está mais esperto, principalmente no gerenciamento da memória. De um certo modo ele está sendo capaz de fazer mais e melhor com menos memória, de modo que poderemos voltar a ver PCs no mercado com 2 GB de RAM com Windows 7 em vez de 4 GB ou até mais como virou mania no mercado.

Assim o novo SO da Microsoft está fazendo a própria Intel repensar a maneira de como eles tratam a memória nos PCs, concluiu o executivo.

Quite impressive! 🙂

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

  • igo1911

    primeiro se não ficou em italico, imagine que ficou.

    Pobre celerom…
    Essa plataforma seria uma boa para desktops de escritorio.

  • Lucas Jardim

    Me dá arrepios só de pensar em pegar pra mexer uma placa com processador soldado…. só e uma boa para grandes empresas, que tem contrato de manutenção, que funcionam assim: Estragou? Nem perde tempo e substitui logo tudo!

    Para o usuário “caseiro” e uma verdadeira dor de cabeça… daqui a uns anos fica obsoleto, fica praticamente impossível para atualizar, e acaba tendo que trocar tudo, placa mãe e processador!

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