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Minha vida 4G: 10 dias rápidos com LTE

Desde o dia 18 passei a fazer parte da crescente estatística de assinantes 4G/LTE no Brasil (174 mil e crescendo).

Não defini ainda minha lista de locais para fazer testes mensais de velocidade, mas consegui transitar um pouco por São Paulo nesses dias e entender qual é a realidade básica do 4G pela cidade.

Estive nos bairros de: Vila Monumento, Centro, Ipiranga, Mooca, Vila Mariana, Pinheiros, Brooklin (Chucri Zaidan) e Vila Madalena.

Os números gerais são esses, coletados entre 19 e 29 de julho:

 

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A velocidade mínima prometida pela operadora Vivo (5 Mbps para download/500 Kbps para upload) é cumprida em 100% dos testes, com picos não muito acima dos 10 Mbps para download e média de 4,81 Mbps para upload (o máximo de 9,62 Mbps foi um tanto curioso observar).

Os dados foram medidos usando o app Speedtest.net da Ookla em um Nokia Lumia 920.

Para quem vinha perguntando sobre a latência (ping) na rede, a média é de 71,5 milissegundos (uma boa explicação sobre porque a latência do mundo real é maior que a teórica está no Royal Pingdom, em inglês).

Na prática, isso significa baixar e-mails muito mais rápido, Twitter mais veloz para baixar novas mensagens, navegação na web impecável e upload de imagens instantâneo para redes sociais. Vídeos no YouTube merecem um capítulo à parte.

Vendo esses números em gráficos fica mais fácil:

graficos

Em apenas uma das ocasiões usei o Lumia 920 como modem 4G para compartilhar conexão (durante uma apresentação no escritório da Intel, no Brooklin). Curiosamente, usando o smartphone como modem a latência é um pouco menor, mas as velocidades médias de download e upload se mantêm na média.

modem

No geral, o 4G da Vivo é rápido e confiável, sem perder a conexão ou desconectar como acontece no 3G (ou nem achar a rede). Meu grande temor com o 4G é acontecer o mesmo, a longo prazo, que ocorreu com o 3G: sobrecarregamento de redes, menor velocidade, cliente insatisfeito.

Uma observação interessante: quando não existe 4G, o smartphone alterna automaticamente para 3G (e se o sinal 4G é fraco, gasta mais bateria procurando rede). Até aí tudo bem. Mas ao usar as linhas amarela e verde do metrô em São Paulo levam a uma perda total de sinal, mesmo existindo sinal 3G nos túneis e estações. Nas duas vezes que andei de metrô na semana passada tive que alterar o modo de rede do Lumia para 3G apenas e conseguir acessar a internet.

Amanhã vamos a Curitiba para ver como anda o 4G por lá (pelo menos… no aeroporto!)

Disclaimer: a conta da operadora é paga do meu bolso e não tenho ou recebo nenhum desconto ou benefício por falar sobre 4G.

 

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin