Gadget do dia: Microsoft Lumia 535

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Adeus, Nokia. Olá, Microsoft Lumia e seu primeiro smartphone sem nenhuma menção à boa e velha marca da Finlândia: o Lumia 535.

O Lumia 535 é um modelo de entrada – como a maioria dos aparelhos Microsoft com Windows Phone – com preço estimado (lá fora) em 110 euros (o clássico “deve chegar aqui por uns 500, 600 reais” no meu chute), disponível em mercados selecionados a partir de novembro.

Tela grande (5″) com tecnologia IPS, câmera frontal de 5 megapixels (e traseira de 5 megapixels também), mais 15 GB de armazenamento na nuvem via OneDrive. Tem versões com uma ou duas entradas para SIM card de operadora.

Famoso “nada de mais pra ver aqui” além de um telefone coloridinho (seis cores: azul, verde, laranja, preto, cinza e branco incluindo capas opcionais!). Roda Windows 8.1, 1 GB de RAM, 8 GB internos (expansível com cartão microSD), tela com resolução qHD (960 x 540), rádio FM, bateria de 1.905 mAH removível. Só 3G, claro.

E é isso.

Lumia-535-with-cover

Do ponto de vista “Henrique que já acordou de madrugada pra ver apresentação da Nokia no passado“, dá para ver que a linha Microsoft Lumia segue o caminho do dodô dentro de Redmond. A sensação – vendo de fora, claro – é que foi um negócio de Steve Ballmer herdado por Satya Nadella, e Satya teve que engolir a compra bilionária. Agora vêm os ajustes.

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Talvez não ocorra extinção completa, mas uma redução a uma pequena unidade de negócios. O problema é o histórico. De N empresas compradas pela Microsoft, as únicas que eu me lembro que sobreviveram bem são o Skype, que venceu pela força bruta/grande número de usuários/serviço excelente, e o Forethought/PowerPoint, que era um produto que a Microsoft não tinha e precisava nos anos 80/90. O resto? Incorporado/assimilado/digerido/desaparecido.

Agora, mais de ano depois da aquisição, os sinais são claros: a marca Nokia podia ser usada até 2016 e já descartada e a própria linguagem Nokia – talvez difícil de ver para o consumidor, porém muito clara para quem viu/viveu Nokia nos últimos anos, já foi sobreposta por um modo Microsoft de ser. O mais contraditório é ver a “nova Microsoft” de Nadella, o CEO energético que só fala de “primeiro mobile, primeiro na nuvem”, com produtos multiplataforma (Office para iPad? Apps para Android? Nunca em um mundo Ballmer!), ofertas de nuvem incríveis (eu pago Office 365 e tenho armazenamento ilimitado) e uma unidade de hardware perdida ali no meio de tanto software. Mundo cruel, mundo cruel.

Dois vídeos que, para mim, demonstram que a Nokia, ops, Microsoft Lumia, não é a mesma. Falta aquela “pegada” Nokia.

Sobre o autor

Henrique Martin

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin

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