Meus 5 minutos com Windows 8

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Windows 8 vem aí. Quer dizer, só em 2012, mas a versão Developer Preview já pode ser baixada desde meados de setembro e, bem, com uma máquina antiga equipada com o Win8 (e tela sensível ao toque), passei meus primeiros momentos com o novo sistema operacional da Microsoft.

Se você está acostumado com a velha e boa cara do Windows de sempre, ela começa a mudar bastante com o Windows 8. O visual clássico de desktop está presente…

Mas é isso aqui a cara principal do Windows 8, chamada de Metro e inspirada nos “tiles” (tijolos?) do Windows Phone 7.

Itens clássicos do menu Iniciar, como os Programas, ficam assim. Viram “Apps”, em uma solução organizada de modo similar ao Mac OS X Lion e, claro, o Windows Phone 7.

Aplicativos também agora rodam em tela cheia, como o Twitter integrado ao sistema (app Twitt@rama)…

ou o app de localização:

O Win8 Developer Preview vem ainda com o futuro Internet Explorer 10:

E pequenas mudanças em itens de sistema, muito bem-vindas. Como o Gerenciador de Tarefas, mais didático e mostrando com detalhes aprimorados o que está em uso, como desempenho.

E aplicativos em uso e processos em segundo plano. 

Algo que eu achei curioso no Win8 foi o fato de fazer login apenas com sua Windows Live ID (pra quem não lembra, a senha do Hotmail ou Messenger, na maioria dos casos). Fato é que, bem, quase todo mundo tem uma senha dessas, e a Microsoft justifica a adoção da tecnologia para integrar melhor o Windows 8 com seus serviços de nuvem SkyDrive (seria LINDO mesmo ver o mesmo desktop e apps compartilhados em vários computadores, não?). Mais ou menos o que o Google fez com o Chromebook, com um novo ponto de vista.

O visual de outras áreas do sistema – como Documentos, Fotos, Música, Vídeos – no modo tradicional recebeu o visual “Ribbon” já velho conhecido do Microsoft Office (tem quem goste).

A experiência do toque é, talvez, o mais interessante salto do Windows 8 em relação ao Windows 7. Arraste o canto direito da tela e veja um menu de opções/configurações (vale para cada aplicativo), arraste o canto direito e alterne entre apps – e isso é só o começo.

A experiência de toque valeu também na máquina que brinquei com o Windows 8. Primeiro, o índice de experiência do Windows.

Era um netbook novo? Que nada:  um Asus EeePC Touch Screen de quase dois anos atrás (tks Marcel e Guido!), com processador Intel Atom N450 e 1 GB de RAM.

E isso responde à pergunta primordial: Windows 8 vai rodar em máquinas antigas? Sim, e a parte “antiga” funciona sem problemas. A área Metro e alguns apps já nativos para Win8 pré-instalados demoraram/travaram/não rodaram (e nem esperava que funcionassem direito mesmo). Agora preciso baixar o Developer Preview e instalar no netbook velhinho da HP que tenho aqui em casa (e sem touch).

No fim das contas, o grande diferencial para a Microsoft com o Windows 8 é a interface Metro e a integração com telas sensíveis ao toque. É a grande resposta de Redmond para o iPad e Mac OS X Lion combinados, com algumas coisas que o Mac ainda não faz e que, se desenvolvidos da maneira certa, vão ser um grande sucesso. Temos, claro, que esperar até 2012 para ver de perto – e com hardware novo e com telas incríveis.

Sobre o autor

Henrique Martin

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin

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