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Meu encontro com uma alegre lembrança

Uma das grandes surpresas que tive ao visitar a Estação Ciência ontem (06/12) foi ver uma escultura cinética, do mesmo tipo que havia visto na entrada do museu de tecnologia de San Jose, também conhecido como The Tech.

Batizada de Science on a Roll (ou The Imaginative Chip) foi criada pelo artista George Rhoads e é uma imensa engenhoca mecânica de 3,6 x 5 metros de frente que descarrega bolas de bilhar numa série de trilhos com os traçados dos mais diversos que terminam em espirais, loops, saltos mortais, alavancas que tocam sinos etc.

Alavancas e pêndulos desviam aleatoriamente a trajetória das bolas gerando variações imprevisí­veis e infinitas. Algo fascinante que só se vê em desenhos animados.

E tudo isso funciona somente com a força da gravidade, já que a única energia aplicada ao sistema é uma espécie de correia motorizada que eleva as bolas para o topo, como numa montanha russa.

Tive contato com essa obra em 2000 e sempre pensei como seria legal ter um desses no Brasil. E não é que isso aconteceu mesmo?

bambolina.JPGPara minha surpresa – na realidade, a segunda – a versão local foi criada pelo artista brasileiro Raul de Sorôa em 2006 e batizada de Bambolina. Segundo a placa explicativa da obra, foram necessários seis meses de trabalho, mais de 500 metros de barras de ferro e mil horas de testes.

Segundo as palavras do artista: “E saiba: foi construí­da unicamente para fazer você sorrir.”

De fato, foi essa a minha reação ao deparar com esse trabalho e tão perto de casa.

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.