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Pra que um pen drive de 1 TB? (ou “o meu é maior que o de todo mundo!”)

A Kingston anunciou na CES 2013 um pen drive de 1 terabyte, o DataTraveller HyperX Predator. Sim, 1 terabyte. Mas antes, as batatas.

O showroom da Kingston não estava na feira, mas sim no gigantesco complexo do Hotel Caesars Palace aqui em Vegas, local onde também acontecia outros eventos relevantes como a Potato Expo 2013 — a maior feira da indústria batateira americana.

Mas apesar da relevância deste assunto para os leitores deste ZTOP (quem não gosta de batata né?), tive que continuar em frente pois estava meio que atrasado para o meu encontro.

Lá no showroom da Kingston encontrei Louis Kaneshiro, gerente de tecnologia da companhia e chapa deste ZTOP que nos recebeu, falou das novidades, apresentou algumas demos de tecnologia (mais sobre isso em outro post) e mostrou alguns brinquedos novos.

Destes, talvez o que mais me chamou a atenção nesta CES foi o DataTraveller HyperX Predator, considerado o memory key de maior capacidade e um dos mais velozes do mercado.

Fechado, o Predator é um tolete de metal (zinco fundido) de 7,2 x 2,7 x 2,1 cm com direito a mais 1,6 cm se contarmos a argola de fixação que, na foto de divulgação até parece uma fechadura com chave (o que não seria má idéia, diga-se de passagem).

Ao juntar as duas partes de metal aparece o conector USB 3.0 que, segundo o fabricante é capaz de transferir dados a 240 MB/s (leitura) ou 160 MB/s (gravação) ou 30 MB/s (leitura ou gravação) quando ligado a uma porta USB 2.0.

Essa versão de 1 TB ainda não está à venda nem teve o seu preço divulgado, mas pelo que conversei com o pessoal da Kingston não vai ser um produto barato, já que sua versão de menor capacidade (512 GB) tem o preço sugerido de US$ 1.750 ou US$ 898 na Amazon.com.

A boa notícia é que a Kingston também tem um modelo menor chamado DataTraveller Ultimate 3.0 G3 com as mesmas características técnicas mas com apenas 64 GB e preço sugerido de US$ 130 (US$ 83 no Amazon.com):

Quando soube da existência desse pen drive de 1 TB a primeira palavra que me veio a mente foi “show off”, algo feito para se exibir e fazer barulho no mercado.  Eu comentei isso com Kaneshiro e ele concordou comigo dizendo que, de fato o Predator não deixa de ser uma amosta da liderança e capacidade de realização da empresa. E de fato a engenharia trabalhou muito para conseguir espremer 1 TB de dados num tabletinho de metal de apenas 2,1 cm de espessura.

Segundo Kaneshiro para se chegar nesse nível de miniaturização foram usados oito chips de memória flash de 128 GB, sendo que cada um deles é formado por oito núcleos (ou “die”) de memória flash de 16 GB cada empilhados uma sobre a outra no mesmo encapsulamento, resultando assim nos 1.024 GB ou 1 TB. Sua nova controladora de memória (capaz de gerenciar os 1 TB) é tão avançada que nem existe uma equivalente para os discos SSD da casa, comentou o executivo.

E quem é o público-alvo desse dispositivo? Devido ao seu excesso de superlativos — incluindo o preço — Kaneshiro acredita que os primeiros compradores sejam entusiastas e early adopters que sempre estão interessados em ter o melhor antes dos outros.

Porém ele observa que como estamos falando de um produto premium de nível profissional, é claro que ele pode encontrar o seu público em qualquer setor — seja ele privado ou de governo — que necessite que um dispositivo de armazenamento compacto, rápido, confiável e resistente a quedas e maus tratos.

E nesses casos, os clientes não se importam de pagar um pouco a mais para que suas necessidades sejam bem atendidas.

Ainda em tempo:

Outro produto que me foi apresentado foi o protótipo de um novo disco de  compartilhamento de arquivos/conteúdo via Wi-Fi batizado de Wi-Drive+:

Se comparado com o atual Wi-Drive este não possui disco SSD embutido e sim diversas entradas para cartões de memória…

… e dispositivos USB cujo conteúdo pode ser compartilhado pelo dispositivo. Outra grande sacada é que sua bateria interna também pode ser usada como fonte de emergência para alimentar outros dispositivos com porta USB como celulares e smartphones.

Wai-wai…

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.