ZTOP+ZUMO (tech, opinião, inteligência)

Mask of Moai: Mais um jogo de tabuleiro com Realidade Virtual

Brinquedo “analógico” utiliza tecnologia VR para explorar um templo submerso a procura dos Rapa Rapas.

Já faz algum tempo que falamos neste Ztop + Zumo sobre a Máscara de Anubis, uma genial combinação do velho com o novo na forma de um joguinho de tabuleiro com tecnologia VR do Google Cardboard:

 

A novidade é que passado um ano a sua criadora Gift 10 Industry anunciou um novo título baseado nessa mesma idéia que recebeu o nome de Mask of Moai:

O enredo do jogo fala de um antigo povo (polinésio?) que habitava o centro do oceano Pacífico chamada Moai (sic) que venerava um animal sagrado chamado Rapa Rapas. Mas devido aos movimentos da crosta terrestre, seu mundo submergiu no oceano restando apenas Rapa Nui (Ilha de Páscoa) cujos habitantes entraram em guerra pelos limitados recursos da ilha o que levou sua civilização ao colapso. Diante desse triste destino, os Moai decidiram abandonar sua ilha em direção do espaço (sic! sic!) a procura de um novo local para viver.

Nagano comenta: Se os Moai são capazes de viajar pelo espaço, não era mais fácil migrar para outra ilha ou mesmo para o continente? — What a PLOT HOLE!

No ano de 20xx descendentes desses astronautas Moai (sic! sic! sic!) retornaram ao nosso planeta para investigar seus antepassados e estão convencidos da presença de Rapa Rapas dentro de um antigo templo Moai localizado no fundo do oceano. Você e seus colegas farão parte de uma expedição que irá explorar as ruínas para reconstruir o caminho que irá guiar os Rapa Rapas para fora do templo e reuni-los em um único local para que sejam resgatados por um UFO (sic! sic! sic! sic!).

Porém, muita energia foi consumida para voltar para terra, de modo que há apenas o suficiente para uma única tentativa de resgatar os Rapa Rapas e retornar para o espaço!

Assim como seu antecessor, Mask of Moai é um jogo colaborativo que utiliza uma máscara “mágica” que permite explorar o interior de um tempo submerso onde estão três Rapa Rapas perdidos, sendo que quando um participante avista um deles, precisa descrevê-lo para que seus colegas consigam recriá-lo com massinha e usá-lo na partida.

O objetivo do jogo é de mapear corretamente o interior do templo e reunir os Rapa Rapas em um único local para que eles possam ser resgatados.

Como na máscara de Anubis, o grande destaque do jogo é a tal máscara de Moai que nada mais é que um estiloso Google Cardboard, feito apenas de papelão dobrado:

O app do jogo já está disponível para download gratuito no Google Play e no iTunes

… e o mais interessante é que sua interface com o usuário também está disponível em inglês, sinal de que a empresa começa a abrir seus olhos para o mercado internacional.

Apesar do roteiro meio fantasioso, mask of Moai me parece ser uma versão expandida e mais refinada de Anubis, onde os desenvolvedores criaram um mapa mais elaborado no formato hexagonal e não mais quadrado…

… Fora isso, ele possui dois níveis sendo um abaixo e outro e acima da linha d’água, de modo que para mudar de cenário. basta dar um pulo (com a máscara, é claro!)

Interessante notar que esse “salto” pode ser configurado de diversos modos no App, existindo até uma opção específica para aqueles que não podem realizar esse movimento:

O jogo é formado por 20 peças do mapa “submerso” e 10 das partes “secas”, 60 peças de parede de sei cores (dez de cada), 20 peças de conexão…

… seis marcadores de visão, três marcadores de tempo de emergência (usados para rechecar alguma parte do mapa), um marcador de Rapa Rapa, cinco máscaras de Rapa Rapa e uma barra de massa para modelar seus corpos, …

… seis cartas de regras, seis cartas de pistas e 12 cartas de desafio, todas elas com mensagens em japonês e inglês…

… e é claro a máscara de Moai:

O tempo estimado de uma partida é em torno de 30 minutos e podem participar de 2 até seis pessoas na faixa de idade a partir de 10 anos.

Seu preço sugerido é de 4.600 ienes (~R$ 134) e já pode ser adquirido no site da empresa ou no site Otakumode (US$ 50).

Mais informações aqui.

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.