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Hands-on: Panasonic Lumix LX7

Um pouco maior que um maço de cigarros, a Panasonic Lumix LX7 é o que podemos chamar de modelo compacto de luxo e que deve bater de frente com modelos como a Olympus XZ1, a Canon Powershot S100 e Nikon Coolpix P310.

Curiosamente seu sensor de imagem — que deixa de ser do tipo CCD e passa a ser CMOS — mantém se em 10 megapixels. Tem explicação: a Panasonic diz que é um tipo de maior sensibilidade, capaz de ampliar o número de tons/saturação de cores resultando assim em imagens mais precisas.

Além dos controles manuais e de prioridade de velocidade/abertura, a LX7 conta com 16 filtros criativos, suporte para HDR e é capaz de gravar vídeos em Full HD tanto no formato AVCHD Progressive quanto em MP4. E como era de se esperar de uma câmera para entusiastas, ela permite gravar imagens no formato RAW, fazer panoramas e até tirar fotos em 3D.

Ela estará disponível em duas cores: branco…

…e preto:

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Mas ao contrário das concorrentes, a LX7 chuta o balde e traz uma nova lente Leica Vario-Summilux 4.7-17.7 mm/f1.4-2.3 que equivale a uma lente de 24-90 mm em sistemas 35mm e que na sua abertura máxima chega a ser 400% mais luminosa que uma lente f2.8.

Para isso  essa nova lente é formada por 11 elementos em 10 grupos o que inclui 5 lentes aesféricas sendo que uma delas do tipo ED (Extra-low Dispersion) de dupla face (um desenho diferente de cada lado), uma solução que nunca foi adotada em nenhuma lente da Panasonic, seja ela fixa ou intercambiável.

Se comparada com a LX3/LX5 a diferença mais notável que vimos na LX7 é o fato dela agora vir com anel de abertura na lente o que torna esse ajuste mais direto e intuitivo. Ele também aceita um novo suporte para filtros (modelo DMW-FA1) equipado com rosca de 37 mm, sendo que a Panasonic irá vender três filtros: protetor, polarizador e ND.

A parte de trás não mudou muito. A sua tela de 3,0″ parece ser a mesma, mas ganhou mais resolução, passando de 460.000 para 920.000 pontos:

Fora isso, a LX7 ganhou mais um controle na forma de um botão de jog que pode ser usado para controlar tanto o foco manual quanto ativar o seu filtro ND interno, que funciona mais ou menos como um óculos de sol para a lente muito luminosas: ela escurece a cena permitindo assim que a câmera trabalhe com velocidades menores, principalmente em ambientes muito claros ou sob o sol forte.

Fora isso, assim como a XZ1 da Olympus, a LX7 também possui uma porta de acessórios que permite instalar o novo visor DMW-LVF2 de altíssima definição (a mesma usada na GX1) que se encaixa na sapata do flash.

A vantagem nesse caso, é que a câmera possui um flash embutido na sua lateral.

Na parte de cima a maior diferença é a inclusão de dois microfones estéreo no mesmo esquema da G3/G5. Note logo acima a chave seletora de formatos de quadros para 4:3 (tela de TV de tubo), 3:2 (quadro de filme 35mm), 16:9 (HDTV) e até 1:1 (tela quadrada).

Na sua base sem novidades — same old, same old…

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.