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LinkedIn: 9 passos para melhorar seu perfil na rede social

Nessa altura do campeonato você já está cansado de saber que o LinkedIn agora fala português. Aproveitei o encontro com Arvind Rajan, vice-presidente internacional da companhia, para descobrir alguns truques para melhorar seu desempenho na rede social e deixar de tratá-la como algo que você apenas aceita novos amigos e envia seu (longo) currículo – eu, pelo menos, era assim.

1) Quantidade não é qualidade: O LinkedIn tem 65 milhões de usuários, 1 milhão deles no Brasil (concentrados na sua maioria em São Paulo, Rio de Janeiro e Campinas). Isso não significa, necessariamente, que você precisa ser amigo de todo mundo que nem no Orkut. “A qualidade dos contatos é o que mais importa”, disse Rajan. Por isso, convide seu ex-chefe bacana, mas não seu colega de escola que tirava ranho do nariz, certo? Cada contato gera uma rede de conexões, e isso é importante.

2) Idiomas: Apesar de estar com a interface em português (e espanhol, francês, inglês e alemão), o LinkedIn permite criar perfis em mais de um idioma. Se seu inglês é bom (ou já criou o seu em inglês), um em português também ajuda. Depende, claro, da sua paciência para traduzir e preencher tudo (a opção de idiomas pro perfil vai além das cinco linguagens para a interface). Alguém aí fala russo?

3) Torne pessoal: é um tanto estranho (talvez um bug) que, ao preencher o campo do seu site/empresa, o LinkedIn mostre a informação “website da empresa” em vez do nome. Escolha a opção “Other” (ops, esqueceram de traduzir aqui) e escreva o nome e a URL. Fica em maior destaque.

4) Seu perfil público aparece nos resultados do Google: (não é o meu caso ainda). Ter uma foto de verdade e nome completo ajudam a uma experiência de egosurfing mais completa (e eu, para escrever este post, descobri que tenho um homônimo vereador no interior de SP, olha só). Rajan comenta que, em caso de homônimos, inverta nome e sobrenome no perfil (serviu no caso dele, que tem mais 14 Arvind Rajans para concorrer no LinkedIn, incluindo um operador do mercado financeiro). Ter uma foto ajuda a tirar dúvidas também (viu, headhunters que me mandam emails procurando engenheiros de foguetes? Eu não sou quem vocês procuram!).

5) Falando em Google, use palavras-chave em seu currículo: Rajan diz que o uso de palavras-chave no seu currículo relacionadas ao que você quer fazer é imprescindível. Não adianta escrever “programador” quando as empresas buscam “desenvolvedor”: seu perfil será encontrado em buscas, afinal, de potenciais interessados em você.

6) Consiga recomendações: Não é “fulano é firmeza”, como no Orkut. É “Fulano é respeitado profissional blablabla, muito bom, eficiente, contrate-o já”. Convença um colega ou amigo a escrever sobre você (e eu lembrei que preciso escrever recomendações pendentes no meu perfil!).

7) LinkedIn não é chat: como o Orkut, o Facebook e o Twitter, o LinkedIn tem sua timeline de atualizações dos contatos (não, por favor, não republique tudo que sai no seu Twitter pessoal, suplica o executivo. Pessoal é pessoal, profissional é profissional). Você pode esconder contatos na linha, deixando, por exemplo, um colega que trabalha em uma empresa que te interessa (ou fique de olho no perfil da empresa para entender o comportamento dos seus funcionários: dá pra ver, por exemplo, que a maioria dos Googlers veio da Microsoft ou da IBM e deixou a companhia pela Microsoft ou Facebook).

8 ) Busca avançada: Essa dica é para jornalistas, curiosos e stalkers – a busca avançada do LinkedIn faz maravilhas para quem é curioso. Ative sua curiosidade e encontre empresas (ou gente que já trabalhou em empresas anteriormente) e que talvez possam lhe ajudar.

9) Use o LinkedIn Respostas: não funciona direito em português ainda, mas em inglês é um recurso essencial da rede social. Crie perguntas/debates sobre determinados temas/empresas e jogue pra sua rede responder. Dá retorno (e permite enviar respostas em mensagens privadas, diz o executivo).

Bônus dica do mal: Sempre aparece um mala indesejado querendo mamar nos seus bons contatos do LinkedIn (lembre: qualidade, não quantidade!). Um parente chato, um ex-estagiário pentelho, um colega sem noção. Ao receber um convite, o LinkedIn mostra três opções: aceitar (o que não é o caso), arquivar (que manda o contato pro fundo do baú, sem acesso à sua rede) e o (a ser temido) Não conheço este usuário.

Se a pessoa for realmente indesejada, cinco (apenas cinco) pessoas que clicarem em “Não conheço este usuário” fazem a mala sem alça receber uma comunicação oficial do suporte do LinkedIn. Meio que “olha, o sr. está incomodando”. E pensar que eu já cliquei nesse botão tantas vezes…

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin

  • Sir Lorad 15/04/2010, 14:00

    Muito boa esta matéria!
    Parabéns!

  • dflopes 15/04/2010, 15:46

    boa matéria, mas não gosto de redes sociais, mesmo que profissionais.

    E Henrique, negócio estranho esse dos foguetes. Não seria a Al Kaeda? 🙂

  • PauloJr 16/04/2010, 20:11

    me inscrevi ontem.. nem a conhecia..

  • Ncriacao 23/11/2010, 16:05

    Muito boa a matéria!!! Agora sou visitante!