LG Optimus 3D: gigante na mão

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Em fevereiro, vi o LG Optimus 3D de perto. Na correria do Mobile World Congress, não deu para mexer direito no aparelho. Agora, a LG me mandou um protótipo do smartphone Android 2.2 por alguns dias. Deu para brincar, fazer vídeos e chegar à conclusão: é um baita aparelho, mesmo se você não quiser o 3D. E, com uma tela de 4,3″, o bicho é grande.

(link para o vídeo)

Não rodei benchmarks por ser um protótipo que – fui alertado pela LG – travaria sem dó. Consegui fazer dois vídeos surrealistas em 3D (um aqui e um aqui) quando a câmera resolveu funcionar sem “capotar”. Fato é que, mesmo com os bugs, o LG Optimus 3D é rápido, com alguns apps diferentes (como o LG World, aparentemente uma App Store da LG, sem acesso local ainda, e o App Advisor – que funcionou – e serve para indicar aplicativos no Android Market).

E ver 3D? Dá dor de cabeça? Como disse antes, a sensação é muito parecida com os livrinhos com capa em paralaxe. Dependendo do ângulo e da distância (imprescindível passar pelo “Guia 3D” instalado antes de começar a usar), você vê uma ou duas imagens. Se ficar muito tempo, vai doer a cabeça sim. Estimo em mais de meia hora, o que já é mais que suficiente para gastar bem a bateria do smartphone. Veja o vídeo, que dá pra dar uma ideia (vaga) de como a coisa funciona. E, se a versão final vier com o joguinho de golfe, desafio alguém a acertar a bolinha na direção certa.

A LG promete para “breve” o lançamento do Optimus 3D no mercado brasileiro, mas não divulgou preço ainda. O aparelho é, sem dúvida, um smartphone de nicho, que quer criar e reproduzir conteúdo 3D no celular, no YouTube ou na TV 3D. A LG vai brigar no varejo e nas operadoras com os Samsung GalaxyMotorola Atrix com o Optimus Black (texto a caminho aqui neste ZTOP também) – já que o topo de linha Optimus 2X não deve ser lançado por aqui. Pelos efeitos tridimensionais, a diversão do Optimus 3D vale a pena.

Um caminhão de fotos (clique para ampliar):

 

Sobre o autor

Henrique Martin

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin

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