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Last.fm: acordo com gravadoras, mais música de graça

lastfm.JPGLast.fm: mudanças í  vista, e para o bem.

O site, até então focado em rastrear os perfis musicais dos usuários e tocar músicas baseado neles, vai se tornar uma plataforma de streaming de música on-demand, graças a um novo acordo divulgado hoje entre a emissora de rádio/comunidade/indicadora de tendências online e gravadoras (incluindo as quatro grandes: Universal, Sony/BMG, Warner e EMI, mais 150 mil selos e artistas independentes).

A nova plataforma, ainda em fase de testes, terá álbuns e faixas completos disponí­veis para ouvir no site.

O Last.fm já tem 20 milhões de visitantes únicos por mês, vindos em 240 paí­ses, incluindo o Brasil. O acordo incialmente está restrito a Estados Unidos, Inglaterra e Alemanha, com expansão em breve para outros paí­ses. E artistas sem gravadora poderão receber royalties diretamente da Last.fm toda vez que sua música tocar na programação. O modelo de negócios se baseia em gerar receita por meio de publicidade online.

O novo serviço, por enquanto, terá algumas limitações. Quem escutar música na Last.fm poderá ouvir a mesma faixa até três vezes antes de ser lembrado do novo serviço de assinaturas. Quando entrar no ar oficialmente, novos recursos darão direito í  reprodução ilimitada de faixas e outros serviços – como trazer as músicas completas para o cliente de desktop, por exemplo.

Vale lembrar que o dono da Last.fm é a CBS, que deve criar inúmeras oportunidades de divulgar o serviço em suas redes de rádio e TV nos EUA.

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin

  • Espero que essa nova funcionalidade chegue logo ao Brasil. Uso a Last.fm há bastante tempo, e gosto do serviço, apesar de ter achado meio estranho quando, “do nada”, passaram a liberar a possibilidade de ouvir as “personal tag radios” somente para usuários “pagantes”.

    Passei a pagar pelo serviço, pois é muito barato (US$ 3,00). Mas não custava nada terem divulgado melhor a mudança, não é?

    Mas vamos esperar por esta nova funcionalidade. 🙂

    Abraços!

  • Caro Marcos,

    Na verdade o que ocorreu foi um bug que favoreceu os usuários não-pagantes. As tag radios realmente são fornecidas apenas para assinantes. No entanto com este bug “do bem” os usuários estavam desfrutando das tag radios, quando de fato, não deveriam. =)

    Desculpe-nos pela falta de comunicação com relação a esta mudança. Sugestão anotada para os próximos anúncios!

    Um abraço,
    Graziela