ZTOP+ZUMO 10 anos!

Kyte.tv: a salvação das gravadoras?

Kyte.tvConversei hoje por telefone com Daniel Graf, executivo-chefe, presidente e co-fundador da Kyte.tv. Foi um papo curioso, já que eu pensava que o Kyte era mais uma plataforma de ví­deos online com opção de transmissão via celular e acabei descobrindo que os caras têm na manga algumas cartas para ajudar um pouco a quase falida indústria fonográfica.

Como? O Kyte é sim uma plataforma, mas de distribuição de conteúdo com grife. Claro que qualquer um pode ir lá e se cadastrar para criar seu canal de ví­deo/fotos/áudio (como fiz com um canal do Zumo). Só que o foco é outro: em astros e estrelas do mundo da música (ou qualquer outra que se encaixe no conceito de “marca” em entretenimento) que transmitem sua vida em tempo quase real – ou pelo menos mais de uma vez ao dia – para seus sites pessoais, que têm a “plataforma” Kyte integrada.

É é nessa integração que a Kyte.tv se diferencia. “98% do nosso tráfego não está nas páginas do Kyte.tv“, diz Graf. Exemplo simples de alta audiência com o Kyte fora do site: o rapper 50Cent. Entre no site dele, clique no primeiro post do dia – tem um cliente Kyte instalado ali. Clique de novo na aba ‘shows’ – são milhares (ou até milhões) de acessos por ví­deo. E o videopost do dia pode ser embutido nas principais redes sociais (MySpace,Facebook) e em blogs (com publicação direta no WordPress ou Blogger, por exemplo). Claro que o 50Cent é megapopular nos Estados Unidos, isso conta bastante também. E é um fenômeno que poderia se repetir ao redor do mundo com artistas locais, sem sombra de dúvida.

raf afirma que a Kyte.tv pretende ser a “plataforma número um em conteúdo com marca“. “O fã de um artista não vai ao site da gravadora ou da emissora de TV. Ele quer ver direto no Facebook ou no seu iPhone”, conta. Telefones, por sinal, são o que Graf vê como o futuro na distribuição do seu conteúdo. Hoje a maioria dos acessos vem do browser, mas ele prevê que em dois anos a fatia de celulares – como o iPhone ou o Nokia N95 – vai ajudar a aumentar a audiência móvel. Atualmente, os celulares são mais usados para a produção de conteúdo.

Em tempo: entre os investidores da Kyte estão os braços de venture capital da Telefonica, Nokia e DoCoMo, entre outros. E as quatro grandes majors da indústria fonográfica têm contratos com a Kyte.tv. O dinheiro vem de um modelo de negócios baseado no tráfego vindo para a plataforma, hospedagem do serviço e, claro, parcerias comerciais.

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin

  • Henrique, legal.

    O unico problema é no final da página do 50 cents num post do dia 23, o video da globo com a Mulher Melancia, e a legenda: “WTF!: Why is this lady dancing freaky in front of kids?? Check out this vid….”

    Sim, ela fica rebolando na frente de um monte de crianças.

    Lamentável para todos nós, brasileiros!

    Se for o caso apague esse comentário completamente fora do assunto. 🙂

  • Pingback: netcetera « nanomídia()