ZTOP+ZUMO

Jogo (de Realidade Aumentada) do dia: Baketaju Museum

Novo jogo de tabuleiro da Gift10 desafia os jogadores a libertar os fantasmas de um museu mal-assombrado (buuu!!!)

Aqui neste ZTOP+ZUMO somos fãs da Gift Ten Industry — uma empresa nanica tocada por dois jovens empreendedores que desenvolvem produtos para públicos bem específicos e os produzem numa escala bem limitada (lotes de 10 a 1.000 unidades), permitindo assim que eles possam ser fabricados de acordo com sua demanda, além de permitir alterações rápidas e até customizações para atender a um cliente específico.

Porém o grande destaque dessa companhia é a sua linha de brinquedos que combinam materiais simples e baratos com tecnologias de ponta de maneira genial e criativa.

Por exemplo, a Máscara de Anúbis (アニュビスの仮面 — Anyubisu no kamen) (embaixo) e a Máscara de Moai (アニュビスの仮面 — Anyubisu no kamen) são jogos de tabuleiro…

…que utilizam uma máscara de papelão com tecnologia Google Cardboard que, neste caso permite aos jogadores terem “visões de outros lugares” (no sentido mais exato da palavra) empoderando assim o bom e velho joguinho de tabuleiro sem aumentar o seu custo para o consumidor final:

Outro exemplo bem interessante é o Dinobaan (飛び出すAR 恐竜パズル ディノバーン — Tobidasu AR kyōryū pazuru dinobān)…

… que é uma espécie de quebra-cabeça de madeira (que lembra vagamente Tetris) que, quando completado, forma uma espécie de “código QR” que pode ser lido por sua app de smartphone, revelando assim um dinosauro que pode ser visto na tela do smartphone por meio da tecnologia de Realidade Aumentada:

Legal né? — Interessante destacar que graças ao conceito de fabricação de 10-1.000 unidades, a Gift10 pode terceirizar a produção das peças de madeira (acima) e porcelana (embaixo) de seus jogos com pequenas fabricas e artesãos, inserindo assim esses pequenos negócios em novos mercados:

Mas voltando ao que nos interessa, o mais novo lançamento da empresa é o Baketaju Museum (バケタージュ美術館 — Baketāju bijutsukan) que utiliza a tecnologia de Realidade Aumentada para criar efeitos fantasmagóricos (ou pelo menos divertidos).

Segundo o fabricante, nesse título até quatro jogadores estão à noite dentro de um museu mal-assombrado (buuu!!!) com a missão é encontrar essas criaturinhas do além e ajudá-los a encontrar a saída do prédio por meio de cartas mágicas e algumas caretas!

Para isso os jogadores contam com 16 cartas (sendo 12 cartas de “arte” e 4 cartas de fantasmas), 4 figuras de jogador, um dado especial com apenas três valores (1, 2, 3), 8 fichas…

… e um curioso diorama de museu que, por trás do seu quadro central…

… se esconde a tela de um smartphone que roda uma app para iOS e Android:

A mecânica do jogo é uma mistura de jogo de tabuleiro com jogo da memória, onde o lançamento do dado determina o número de saltos (1, 2 ou 3) que o jogador pode fazer sobre as cartas de arte dispostas ao redor do diorama:

A grande sacada é que a face oposta dessas cartas de arte possuem um grafismo feito a mão que, a primeira vista, podem até parecer idênticas para o olho humano, mas que possuem diferenças sutis que podem ser identificadas pela câmera e a app do smartphone, funcionando mais ou menos como se fosse um código QR:

Assim ao cair numa determinada carta, o jogador pega a mesma, escolhe outra entre as restantes e as apresenta para a câmera traseira do smartphone (junto com sua face)…

De modo que sua app utiliza a tecnologia de AR para criar uma “careta” que deve ser memorizada pelos outros jogadores assim como as cartas que ajudaram a criá-la, sendo que a cada acerto, representa um passo à frente de um dos fantasma em direção da saída.

A propósito, esse jogo é do tipo colaborativo, ou seja, o objetivo é que todos os participantes ajudem a libertar os fantasmas, acabando assim com a maldição do museu mal-assombrado (buuu!!!).

A tecnologia de AR usada nesse jogo foi desenvolvido em parceria com a Universidade de Tóquio e o mesmo  já pode ser encontrado na lojinha da empresa pelo preço sugerido de 2.300 ienes (~R$ 72).

Mais informações aqui.

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.