iPhone 3.0: hardware do telefone original limita recursos

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sdk-30Falei agora com a Apple Brasil (sim, a entidade Apple) para ver (e rever) o que eles acham de mais importante no software 3.0 do iPhone. E, sim, alguns dos novos recursos não funcionam no iPhone original porque o hardware é diferente da geração atual (3G) – mais notadamente os de mensagens multimídia e do Bluetooth estéreo.

A Apple faz uma divisão importante no anúncio de hoje (como eu fiz no resumo do bingo ao vivo): existem as notícias para usuário final e as notícias para desenvolvedores. A primeira delas é a integração de buscas via Spotlight no iPhone – “ele acha conteúdos em tudo, traz uma lista de coisas relacionadas”, afirma a empresa. Mensagens multimídia, que tenho conhecimento (e pouco uso) desde meu primeiro celular GSM em 2003, são outra novidade: dá para enviar fotos e mensagens de voz por MMS.

Entre os aplicativos da própria Apple, o destaque vai para o novo gravador de voz (antes era preciso comprar um programa). O iPod nano mais recente empresta seu recurso “shake to shuffle” para o iPhone, para ativar as músicas randômicas quando o aparelho é levemente chacoalhado (se não me engano, alguns modelos da Sony Ericsson fazem isso também). O aplicativo Bolsa terá novos recursos, mas eu não tenho ações em bolsa para checar a todo momento (e adoraria apagar esse programa do meu iPod touch). Ah, e claro, o copiar e colar, tão esperado.

No lado desenvolvedor, o avanço é grande. São mais de 1.000 APIs disponíveis para os programadores (não encontrei no site da Apple uma lista enorme com todas…). Os destaques bacanas que podem significar aplicativos bacanas para o usuário final:

1) In App Purchase: é a capacidade de vender itens dentro de aplicativos agora mais “modulares” – fases novas de games, capítulos e livros, revistas e por aí vai.

2) Apple Push Notification: permitir que processos de programas continuem funcionando mesmo com o programa fechado. Antes funcionava apenas com SMS e e-mail (acusando o recebimento de novas mensagens). Não é à toa que o exemplo dado pela Apple tenha sido o Meebo, de mensagens instantâneas.

3) conectividade ponto a ponto: yay, transforme seu iPhone num PSP e jogue online, em rede Bluetooth, com os amiguinhos em volta.

4) Mapas: a liberação do uso da API do Google Maps em outros aplicativos vai criar uma nova onda de programas de localização (e finalmente popularizar os mapas com voz no iPhone)

5) Acesso à biblioteca de músicas do iPhone – programas podem acessar músicas, podcasts ou áudi0-livros direto da biblioteca, para seu “próprio” uso. Imagino um aplicativo Genius “sarado” no aparelho em breve.

6) Integração dos aplicativos com acessórios. Em breve, na App Store, um localizador de mapas que mede sua glicose no sangue (é piada, ok?). Agradeço por equalizadores aprimorados para iPhone e iPod touch.

Tudo isso vai fomentar ainda mais o já enorme mercado de aplicativos para iPhone. A Apple diz que o iPhone 3.0 sai no verão norte-americano – mas conhecendo o velho e bom calendário da Apple, a data deve casar com o anúncio de uma nova versão do hardware do aparelho. A conferir.

Em tempo: o lance da “entidade” é uma piada mesmo. Falei com o Fábio Ribeiro, engenheiro de sistemas da Apple Brasil. ; )

Sobre o autor

Henrique Martin

Henrique Martin é o fundador do ZTOP+ZUMO e da newsletter de tecnologia Interfaces. Já escreveu na PC World, PC Magazine, O Estado de São Paulo, Folha de S. Paulo e criou o ZTOP+ZUMO em 2007, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC.

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